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Escola sem Homofobia: Menino se suicida e pais culpam colégio

Por Vitor Angelo
Fachada da escola de Rolliver de Jesus (Reprodução/Vídeo)

Rolliver de Jesus, 12, se enforcou com cinto da mãe no dia 17 de fevereiro, em Vitória (ES). Ele não suportava mais o bullying que sofria na escola. “Eles [os alunos] o chamavam de gay, bicha, gordinho. Às vezes, ele ia embora chorando”, contou uma colega do menino.

Na sexta-feira antes do Carnaval, Rolliver foi feliz para a escola, mas acabou cercado por alguns alunos e humilhado. Os pais culpam a escola, pois tinham pedido transferência para os três filhos. A mãe Joselia Ferreira de Jesus explicou ao jornal “Folha de Vitória”: “Eu não tinha denunciado a situação desse meu filho, mas de outro. O Conselho Tutelar também sabia. Eu pedi o remanejamento dos meus três filhos, mas disponibilizaram vagas em escolas diferentes”.

O menino deixou uma carta pedindo desculpas aos pais pelo suicídio e se perguntando que não sabia por que era alvo de tantas humilhações.

Este é um exemplo claro da importância do kit do MEC vetado pela presidente Dilma Rousseff no ano passado. O kit Escola Sem Homofobia foi vendido por políticos de má fé para a opinião pública como uma cartilha que faria seu filho virar gay, o que não condiz com o projeto que a base era orientar professores e a própria escola em relação ao bullying homofóbico. Por isso não é sem erro dizer que a morte de Rolliver tem sim, as mãos sujas da escola, mas também do Governo.

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