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	<description>A contribuição dos gays, lésbicas e travestis para o mundo</description>
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		<title>Férias</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jun 2013 14:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este blog está de férias e volta depois do dia 02 de julho. Até mais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este blog está de férias e volta depois do dia 02 de julho. Até mais!</p>
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		<title>Por que ir à Parada Gay de São Paulo?</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jun 2013 14:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muita gente acha que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é um Carnaval fora de época, uma safadeza. Outros a detestam porque tem muita gente “pobre e feia”. Existe os que criticam a falta de politização do evento. <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/06/01/por-que-ir-na-parada-gay-de-sao-paulo/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente acha que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é um Carnaval fora de época, uma safadeza. Outros a detestam porque tem muita gente “pobre e feia”. Existe os que criticam a falta de politização do evento. Os saudosistas dizem que um dia foi bom, mas hoje não serve. E muitos dizem que se sentem falta de segurança no meio de uma multidão tão diversa. Enfim, há muitos argumentos – concordemos ou não com eles &#8211; para não ir à Paulista neste domingo, 2.</p>
<div id="attachment_1296" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/06/parada-gay.jpg"><img class="size-full wp-image-1296" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/06/parada-gay.jpg" alt="" width="613" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em 2012 (Nelson Antoine/Folhapress)</p></div>
<p>Mas sempre acreditei que quem faz o movimento somos nós, nossa capacidade de se colocar no mundo e afirmar e questionar ideias.  E ela pode vir de uma atitude coletiva ou individual.</p>
<p>No ano passado, alguns coletivos e grupos políticos pararam com faixas no meio da Paulista e distribuíram panfletos explicando o que era a PLC122/06 que criminaliza a homofobia.  Já o escritor João Silvério Trevisan vai sempre com um cartaz sozinho pedindo respeito e direitos iguais para os homossexuais.</p>
<p>Este ano, apesar de um tema muito genérico como “sair do armário”, a Parada vai ter um bloco/carro com protestos contra Felicianos e Bolsonaros, algo inédito e urgente já que as questões LGBTs estão na ordem do dia no nosso país e no mundo.</p>
<p>Só acreditando na possibilidade de influenciarmos algo que podemos gerar mudanças e fazer da Parada algo mais próximo do que desejamos. Nada vem de mão beijada.</p>
<p>Por isto, vá, leve um cartaz, leve sua presença, leve suas posições! Ou simplesmente leve sua vontade de que a Parada e a questão LGBT no país avance de verdade.</p>
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		<title>Contra Ana Carolina: Pelo direito de levantar bandeiras</title>
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		<pubDate>Thu, 30 May 2013 02:50:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em entrevista para o Uol Música, nesta quarta-feira, 29, segundo o texto, a cantora Ana Carolina se posiciona da seguinte maneira sobre a questão homossexual: “À esteira do casamento gay de Daniela Mercury, ela elogia a colega, mas se mantém <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/29/contra-ana-carolina-pelo-direito-de-levantar-bandeiras/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em <a href="http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/29/ana-carolina-mergulha-no-pop-em-novo-disco-e-diz-ser-contra-levantar-bandeira-gay.htm" target="_blank"><strong>entrevista para o Uol Música</strong></a>, nesta quarta-feira, 29, segundo o texto, a cantora Ana Carolina se posiciona da seguinte maneira sobre a questão homossexual: “À esteira do casamento gay de Daniela Mercury, ela elogia a colega, mas se mantém contrária ao mesmo pensamento que teve na época [de se declarar bissexual para uma revista]: levantar bandeira ‘é um preconceito ao contrário’. [...] ‘Não gosto disso. Fica essa coisa de nós gays contra os héteros. Isso é preconceito ao contrário. Acho legal a Daniela estar casada e a postura que ela teve, influencia aquela pessoa babaca, ignorante, que gosta da Daniela. Ele pensa: Talvez eu esteja errado. Fico um pouco assim com as pessoas que levantam bandeirinha, mas fica puta se o filho for gay. Não precisa levantar bandeira. É só agir de maneira honesta e respeitosa&#8221;, explica.</p>
<div id="attachment_1290" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/ana-carolina-mergulha-de-cabeca-no-pop-no-novo-disco-ac-1369840141862_615x300.jpg"><img class="size-full wp-image-1290" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/ana-carolina-mergulha-de-cabeca-no-pop-no-novo-disco-ac-1369840141862_615x300.jpg" alt="" width="613" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Carolina: é isso aí, só que não (Divulgação)</p></div>
<p>Existe uma confusão tão gigante de pensamentos torpes que nem sei por onde começar.  Ela diz que levantar bandeira é preconceito ao contrário, mas gostaria de saber se quando Chiquinha Gonzaga levantou a bandeira da mulher como compositora no começo do século 20, estava ocorrendo um preconceito dela contra os compositores e os homens? Aliás, se a grande compositora de marchinhas não levantasse esta bandeira talvez não tivéssemos o desprazer de ler esta entrevista de Ana Carolina, pois a cantora como mulher não teria nem status para estar nas páginas de jornais. Viva Chiquinha Gonzaga!</p>
<p>Gostaria de saber se Ana Carolina acredita que quando Elizabeth Eckford, a negra que desafiou o racismo norteamericano e, em 1957, foi a uma escola mista e os brancos a xingaram incessantemente, ela estaria cometendo algum tipo de preconceito com os brancos? Viva Elizabeth Eckford!</p>
<p>E os gays e lésbicas que tomaram as ruas do Village em Nova York,  no final dos anos 1960, pedindo tratamento justo e que a polícia não mais os humilhassem por sua orientação sexual? Se eles não tivessem levantado a bandeira, Ana Carolina,  a senhora nem poderia imaginar se declarar bissexual na revista &#8220;Veja&#8221; nos anos 90. Viva Stonewall!</p>
<p>E que pensamento pobre é este de: “Fica essa coisa de nós gays contra os héteros”?  Nem precisa ir muito longe. Hoje mesmo, os Tribalistas &#8211; formados por Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown  -, que, até onde a gente sabe, são heterossexuais, fizeram um <a href="http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/05/29/marisa-monte-arnaldo-antunes-e-carlinhos-brown-cantam-sobre-casamento-gay-ouca-joga-arroz.htm" target="_blank"><strong>hino para o casamento igualitário e para a Parada Gay de São Paulo</strong></a>. Então onde existe esta guerra entre gays versus héteros quando se levanta uma bandeira? Só na cabeça dos mal intencionados, dos perversos e dos mal resolvidos, pois héteros muito bem resolvidos não tem problema nenhum com gays e, muito pelo contrário, levantam sim a bandeira para que os LGBTs tenham um vida mais igualitária a deles.</p>
<p>Levantar bandeira seja contra, seja a favor, é tomar posições e isto é coisa para os fortes, a covardia dos egodistônicos, aqueles que estão em desintonia com seus desejos e vivências sexuais públicas e privadas, é a maior tristeza vivencial de alguém que não é heterossexual, pois traça em vis desculpas a incapacidade de assumir para si e para o mundo o que realmente ama. E age de maneira desonesta e desrespeitosa com os outros e principalmente para si.</p>
<p>E antes que os fã-náticos de todo o tipo venham aqui falar em liberdade de expressão, eu digo que ela é não é uma rua de mão única. Do mesmo jeito que Ana Carolina tem o direito de se expressar, eu também tenho o meu de questioná-la pela minha expressão.  E é isso aí!</p>
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		<title>Vadias de todo o mundo, uni-vos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 21:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste sábado, 25, diversas cidades no mundo fizeram a chamada Marcha das Vadias.  A passeata surgiu quando um policial em uma palestra sugeriu que as mulheres não deveriam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas. Estava flagrado a <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/25/vadias-de-todo-o-mundo-uni-vos/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste sábado, 25, diversas cidades no mundo fizeram a chamada Marcha das Vadias.  A passeata surgiu quando um policial em uma palestra sugeriu que as mulheres não deveriam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas. Estava flagrado a vigilância pesada que elas, e por extensão as minorias, ainda sofrem. O medo de expressar afetividade (com direito a beijo na boca) entre pessoas do mesmo sexo em lugares públicos é da mesma ordem da que vigia as roupas que as mulheres devem vestir para estarem &#8220;adequadas&#8221;.</p>
<div id="attachment_1285" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/marcha-das-vadias-2013.jpg"><img class="size-full wp-image-1285" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/marcha-das-vadias-2013.jpg" alt="" width="613" height="613" /></a><p class="wp-caption-text">Marcha das Vadias, em São Paulo (Facebook/Clara Averbuck)</p></div>
<p>O machismo mata mulheres e LGBTs e <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2012/05/26/os-gays-tambem-sao-vadias/" target="_blank"><strong>já escrevi aqui</strong></a> que a luta contra a cultura machista é tanto das mulheres quanto dos gays. A cultura que crê na superioridade do homem é uma cultura que despreza a igualdade.</p>
<p>Não por acaso tinha muitos homossexuais na marcha e muito héteros que gostariam de se ver livre do machismo, pois ele é também opressor para muitos deles. Nem todos querem ter comportamentos escrotos para ganharem o selo de qualidade do “macho man”. E estavam todos usando saias, maquiados, abraçando suas namoradas, mostrando que é possível ser homem sem ser machista.</p>
<p>Esta dimensão de ter tanto homens héteros como gays em uma marcha feminista mostra esta nova fase que a luta pelos direitos humanos ganha no país. Graças a todo o movimento contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) acusado de racista e homofóbico, ficou evidente que a luta contra o racismo é a mesma que a contra homofobia e a que quer ver o machismo sepultado. Começamos olhar para cadeirantes e pessoas especiais sem termos mais distanciamento, afinal percebemos que para quem está no poder, as minorias são todas vadias. E nós gritamos na rua que sim, com muito orgulho.</p>
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		<title>Salve Félix, a bicha má</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 22:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a estreia da novela “Amor à Vida” substituindo a sonolenta – muitas vezes involuntariamente engraçada &#8211; “Salve Jorge”, um personagem ganhou todos os holofotes e só se fala nele nas redes sociais e na seção de entretenimento e famosos <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/23/salve-felix-a-bicha-ma/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a estreia da novela “Amor à Vida” substituindo a sonolenta – muitas vezes involuntariamente engraçada &#8211; “Salve Jorge”, um personagem ganhou todos os holofotes e só se fala nele nas redes sociais e na seção de entretenimento e famosos da imprensa: Félix Khoury, interpretado de forma grandiosa por Mateus Solano.</p>
<div id="attachment_1281" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/félix.jpg"><img class="size-full wp-image-1281" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/félix.jpg" alt="" width="613" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">Félix (Mateus Solano) em &#8220;Amor à Vida (Divulgação/TV Globo)</p></div>
<p>Já com alguns apelidos como Félixciano (dizem que a alcunha começou nos bastidores da novela e agora ganhou força no Twitter) e bicha má, o personagem criado por Walcyr Carrasco tem despertado a atenção tanto pelo humor requintado como pelas vilanias.</p>
<p>O termo bicha má não é novidade na TV aberta. O “Pânico na Band” o utiliza faz anos, principalmente quando Evandro Santo encarnando Christian Pior faz alguma crueldade ou comentário venenoso, mas de fundo engraçado em suas matérias para o programa. Existe algo de tão verdadeiro e identificador nestes comentários que acabamos admirando alguém que conseguiu ver o mundo e a situação por um outro prisma e teve a coragem de não se autocensurar ou se autopoliciar e dizê-lo em bom som. A bicha má é novo bobo da corte da Idade Média!</p>
<p>Todo gay, ou pessoas que convivem com homossexuais, conhece a faceta bicha má que às vezes aflora em alguém, quase sempre temperados por comentários inusitados e ácidos – e com uma pitada de humor negro. A acidez humorada é também uma arma contra o preconceito, uma espécie de defesa desenvolvida por boa parte dos homossexuais contra os que tanto os condenam. Enfim, a bicha má é algo consolidado no imaginário LGBT e também das pessoas que conhecem e têm amigos gays.</p>
<p>Mas a grande sacada do autor e do ator Mateus Solano é o fato dele ser alguém no armário profundo.  Tentando disfarçar uma “heteronormalidade”, ele é casado, tem um filho e “aprendeu” a conseguir tocar em sua mulher Edith (Bárbara Paz). Tudo uma farsa, uma angústia, um sofrimento. Esta perversidade o transforma em sádico e obsessivo, em alguém detestável.</p>
<p>Mas por que então gostamos, rimos ou admiramos Félix, se ele é capaz de algo gravíssimo como deixar a irmã semimorta em um banheiro e jogar sua sobrinha em uma lixeira? Porque ele não conseguiu deixar a totalidade de seu ser trancada na escuridão do armário. A bicha má conseguiu escapar  e nos brindar com seu humor para amenizar as barbáries cometidas.</p>
<p>Esta complexidade rica no texto e na interpretação ressalta para um grande público o quão cruel é viver falsas identidades sexuais e como o chamado enrustido pode desenvolver perversidades para além do humor negro exatamente por isto, por não poder ser em sua plenitude. Uma mensagem para grande parte dos homofóbicos que exatamente odeiam e condenam tantos os gays porque não têm sua sexualidade bem resolvida ou minimamente aberta, livre para todos e para si.</p>
<p>Além disso, Félix revela também algo muito importante, em tempos de “cura gay”: não se consegue esconder sua verdadeira natureza sexual por todo e sempre – nem para você nem para os mais próximos -, ela sempre se impõe de alguma forma.  De uma forma estranha, Félix, ao final, seja qual for seu desfecho,  será uma bicha boa como lição para todos aqueles que vivem à sombra de seus verdadeiros desejos sexuais. Salve Félix!</p>
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		<title>A homofobia nossa de cada dia</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 17:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A data de 17 de maio, considerado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, ganha importância maior em nosso país em tempos que a Comissão dos Direitos Humanos e Minoria da Câmara quer aprovar um projeto de lei de “cura <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/17/a-homofobia-nossa-de-cada-dia-2/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A data de 17 de maio, considerado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, ganha importância maior em nosso país em tempos que a Comissão dos Direitos Humanos e Minoria da Câmara quer aprovar um projeto de lei de “cura gay”.  Exatamente há 23 anos, a Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade de seu catálogo de doenças.</p>
<p>O projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da bancada fundamentalista no Congresso Nacional, quer permitir que psicólogos voltem a fazer tratamentos reversivos em pacientes homossexuais.</p>
<p>A farsa é clara, os interessados querem arrancar mais dinheiro de pessoas que sofrem com os ataques homofóbicos incentivados por estes mesmos que dizem quererem curá-las. Mas a sabedoria popular que pergunta: “Você já viu cabeça de bacalhau, enterro de anão e ex-gay?” é a resposta a tanto obscurantismo. Algo no próprio senso comum percebe o engodo. Homossexuais bem resolvidos não precisam de tratamento, precisam apenas que tenham direitos iguais aos dos héteros, nem mais nem menos.</p>
<div id="attachment_1272" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/525735_445585055536421_1750423492_n.jpg"><img class="size-full wp-image-1272" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/525735_445585055536421_1750423492_n.jpg" alt="" width="613" height="492" /></a><p class="wp-caption-text">Protesto contra a homofobia e a transfobia convocado pela Comunidade Athos em frente ao Congresso Nacional (Divulgação/Facebook)</p></div>
<p>Sim, no dia de combate à homofobia – e não só nele &#8211; temos que perceber a homofobia institucionalizada no nosso Congresso ao propor que um projeto deste porte tramite com vigor pela casa. Mas não só o Legislativo transborda intolerâncias, talvez tão perigoso quanto é o silêncio nada inocente do Executivo. Dilma Rousseff, presa política, torturada e que teve apoio dos defensores dos direitos humanos, agora se cala. Os avanços dos direitos LGBT parecem só encontrar eco no Judiciário com a aprovação recente de que todos os cartórios devem realizar o casamento igualitário.</p>
<p>Mas esta briga entre os poderes mostra com clareza o Brasil que vivemos hoje. Um país que faz <a href="http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/05/1279663-em-protesto-alunos-da-usp-vestem-saias-para-assistir-aulas.shtml" target="_blank"><strong>estudantes &#8211; de todas as orientações sexuais &#8211; vestirem saia em apoio ao colega que recebeu ofensas de cunho homofóbico e machista em rede socia</strong></a><strong>l</strong> e os que enxergam nestes estudantes os desocupados. Este é o retrato de um país que balança entre o solidário e o mais mesquinho, que vomita picuinhas reacionárias. O Brasil que grita ‘viado’ como ofensa e o que fala ‘ô viado’ para o amigo como camaradagem.</p>
<p>É um momento delicado, os LGBTs não têm muito o que comemorar, mas sabemos que estamos no centro e no desenho do que no futuro poderá ser os cidadãos deste país.</p>
<p>Enquanto isso, na ONU:</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/17/a-homofobia-nossa-de-cada-dia-2/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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		<title>Depois do casamento igualitário no Brasil</title>
		<link>http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/15/depois-do-casamento-igualitario-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 May 2013 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), nesta terça-feira, 14, de exigir que todos os cartórios do país não neguem mais o direito aos casais do mesmo sexo de se casarem e que suas uniões estáveis se transformem <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/15/depois-do-casamento-igualitario-no-brasil/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/05/14/cnj-aprova-resolucao-que-obriga-cartorio-a-celebrar-casamento-gay.htm" target="_blank"><strong>a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)</strong></a>, nesta terça-feira, 14, de exigir que todos os cartórios do país não neguem mais o direito aos casais do mesmo sexo de se casarem e que suas uniões estáveis se transformem automaticamente em casamento, o Brasil &#8211; de forma sui generis &#8211; entra no rol dos países civilizados que o direito dado aos LGBTs são os mesmo que aos heterossexuais.</p>
<div id="attachment_1262" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/mapa-paises-que-ja-aprovaram-o-casamento-gay-1368565059960_615x580.gif"><img class="size-full wp-image-1262" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/mapa-paises-que-ja-aprovaram-o-casamento-gay-1368565059960_615x580.gif" alt="" width="613" height="578" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa com os países que o casamento igualitário está aprovado (Arte/Uol)</p></div>
<p>Digo sui generis porque o Brasil continua sendo o país do jeitinho. Se em quase todos os outros países (com exceções da África do Sul e do Canadá, como apontaram leitores do blog) que legalizaram o casamento igualitário foi o Legislativo com o empenho enorme do Executivo que protagonizaram esta conquista, no nosso país este papel está sendo feito pelo Judiciário.</p>
<p>Além disso, foi um movimento que também teve a participação ativa de (poucos) partidos políticos, entidades da sociedade civil e militantes dos direitos humanos. Em dezembro do ano passado,  o Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), com sede em Belo Horizonte, pediu o regulamento em âmbito nacional do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. No dia 6 de abril deste ano,  o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Rio de Janeiro (Aspen) protocolaram no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o mesmo pedido.</p>
<p>Mas a luta é bem mais antiga como conta o cyber-ativista Benjamin Bee em relato ao <strong>Blogay</strong>.</p>
<p>“Em 2001, Portugal aprovava as Uniões de Facto [o nome dado ao projeto de uniões estáveis em terras portuguesas]. O Brasil em seguida pegou fogo de desejo de aprovar a Parceria Civil da Marta Suplicy. Nunca o MLGBT brasileiro esteve tão unido, tanto que atraiu a atenção do estrangeiro que também participou de uma campanha fenomenal para que o Congresso aprovasse o projeto de lei. Chegamos a enviar tantos e-mails para as caixas postais dos deputados que o sistema da Câmara chegou a travar. Os deputados reclamaram, Rita Camata pediu que não mandássemos mais e-mails. Mas o que fazer? Eles chegavam, tínhamos que encaminhar. Aí, pra aliviar a barra, o grupo que administrava a campanha resolveu mandar por pacote. Bom, ao final Roberto Jefferson e Aécio Neves ‘decidiram’ que o projeto não iria à votação. Aquela desculpa de sempre que existe até hoje. Vocês sabem como o Congresso é com nossos assuntos, em particular com o casamento [igualitário].</p>
<p>Dez anos depois, o STF (Supremo Tribunal Federal) nos brinda com a união estável e, mais dois anos, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o casamento. Uma luta que na verdade começou há mais de 12 anos.</p>
<p>Fui à rua, fui comprar pão e não me saía da cabeça que agora vivo num país onde dois homens e duas mulheres podem se casar. Como se um ciclo tivesse se fechado. Mesmo assim, a ficha ainda não caiu.</p>
<p>Há uns três anos, entrei no Orkut e me inscrevi num grupo que apoiava o casamento gay, o ‘Eu apoio casamento gay’. Ali conheci vários que hoje estão aqui e entre eles justamente o Walter Silva. Foram meses lindos, até que o STF resolveu que ia julgar a ADIN e a ADPF. Ninguém acreditava que seria possível. Eu não só acreditei como fui o único que acreditou em decisão unânime dos Ministros. Claro que me acharam maluco. Teve gente que falou que algum deles pediria vistas do processo e eu disse que seria aprovado sem pedido de vistas. E não deu outra. Saiu rapidinho.</p>
<p>E eu dizia que sendo admitida a união estável, a conversão em casamento deveria ser automática. Waltinho não botava fé. E eu ainda dizia que depois da conversão automática, também deveria ser automático o casamento direto. Quer dizer a igualdade plena.</p>
<p>O STF foi além da união estável e declarou a família homoparental legítima. Agora é só uma questão pró forma.. O Código Civil vai ser modificado e a situação regularizada na lei. Não há como fugir disso. É questão praticamente encerrada faltando agora só a burocracia parlamentar.</p>
<p>Isso não vai dar fim à homofobia, nem vai aliviar. Porque são tão poucos os casais homoafetivos que eles desaparecerão na sociedade. O fim da homofobia, que é sim a liberdade a ser alcançada, só virá com a equiparação da homofobia ao racismo. Equiparação, não basta criminalizar. É fundamental que as pessoas LGBTs recebam o mesmo respeito que os afrodescendentes, os étnicos, judeus&#8230;</p>
<p>Chegou a hora do partido do governo, e do Executivo fazerem a sua parte. Dilma prometeu não interferir no casamento mas prometeu acabar com a homofobia. Agora é com o Senador Paulo Paim”.</p>
<p>Em um certo momento, nos últimos dois anos, a militância dividiu prioridades, alguns lutavam com mais empenho pelo casamento igualitário e outros pela criminalização da homofobia. Com o processo de um quase se encerrando, o foco agora é tentar equiparar os crimes homofóbicos aos de racismo e contra mulher. O PLC 122 &#8211; projeto de lei que crimanliza a homofobia -  está nas mãos do senador Paulo Paim (PT-RS), por isto apelo de Bee. Ainda há muita história para ser feita.</p>
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		<title>Beijo gay do ‘Porta dos Fundos’ gera polêmica</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 02:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O vídeo publicado no Youtube, na segunda-feira, 6,  pelo grupo “Porta dos Fundos” teve até este momento quase 1,8 milhão de acessos e mais de 17 mil comentários. O número de “views” esta dentro da média que o grupo faz <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/12/beijo-gay-do-porta-dos-fundos-gera-polemica/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vídeo publicado no Youtube, na segunda-feira, 6,  pelo grupo “Porta dos Fundos” teve até este momento quase 1,8 milhão de acessos e mais de 17 mil comentários. O número de “views” esta dentro da média que o grupo faz por cada vídeo lançado, mas o número de comentários é muito superior. A razão: tem um beijo entre dois homens. E as postagens se tornaram um palco de embate entre  os defensores e os detratores da cena.</p>
<p>Dois comentaristas de futebol discutem a relação enquanto narra-se um jogo. Indiretas são dadas e o final a explosão sexual vem à tona.</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/12/beijo-gay-do-porta-dos-fundos-gera-polemica/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<p>O beijo incomodou alguns moralistas e criou-se um debate. Em entrevista para o jornal “O Globo”,  um dos criadores do grupo e protagonista disse: &#8220;O final é um beijo porque é mais engraçado assim. Se um abraço fosse mais divertido, teríamos optado pelo abraço. A intenção não era fazer barulho, mas fazer uma boa piada. Mas fiquei feliz de ver que o vídeo gerou uma discussão em torno do tema. Eu, particularmente, defendendo a causa gay”.</p>
<p>Seu parceiro no vídeo e no grupo, Gregório Duvivier, disse claramente: “Nós todos [do Porta dos Fundos] abraçamos a causa gay, então foi bacana ver o vídeo sendo compartilhado nas redes por quem apoia o movimento”.</p>
<p>Mas além da postura pró direitos LGTB, Duvivier foi mais fundo em relação aos que se incomodaram com o vídeo: “A gente não liga para o público conservador. É importante empurrar as barreiras para quebrar os preconceitos. Se não fizermos isso, vamos cair no erro da TV aberta, que se preocupa demais com o que o tal ‘grande público’ quer ver. Não queremos ser escravos do público”. Com certeza, um ato de coragem.</p>
<p>Desde que surgiu, Porta dos Fundos tem se mostrado um diferencial aos chamados humoristas playboys – nome criado pelas jornalistas Nina Lemos e Cynara Menezes – para uma turma de jovens cômicos que fazem stand up e adoram apavorar as minorias com piadas cruéis e se borram de medo de fazer humor com a mesma mordacidade com os poderosos. O grupo Porta dos Fundos é mais sagaz, mais crítico e com posições políticas claras e não por isto menos humorados.</p>
<p>Além do mais, eles entendem a missão do fazer cultural e artístico: quebrar barreiras, mostrar o que não parece visível, afrontar o establishment. Enfim, o Porta dos Fundos entende a raiz  do humor. Eles têm aquilo que falta em quase todos humoristas playboys: coragem.</p>
<p>No belíssimo livro de Flávio Di Giorgi, “Sentimentos Humanos: Origens e Sentidos”, o professor explica o que coragem significa. “Indica disposição para fazer aquilo que se julga devido, em dada situação, por impulso do coração. Presta-se à realização de grandes ideais, benefícios para as pessoas de determinados grupos de amigos ou afeiçoados, tendendo a se estender, no limite extremo, a toda a humanidade”. O Porta dos Fundos são nossos amigos corajosos!</p>
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		<title>Sair do armário é uma questão social ou individual? Jason Collins e a Parada LGBT</title>
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		<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta semana fomos surpreendidos pela saída do armário do jogador da NBA Jason Collins. Ele assumiu a homossexualidade em artigo publicado pela revista &#8220;Sports Illustrated&#8221;. Como o primeiro jogador ainda na ativa e dentro de uma das  mais importantes ligas <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/05/02/sair-do-armario-e-uma-questao-social-ou-individual-jason-collins-e-a-parada-lgbt-de-sp/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana fomos surpreendidos pela saída do armário do jogador da NBA Jason Collins. Ele assumiu a homossexualidade em artigo publicado pela revista &#8220;Sports Illustrated&#8221;. Como o primeiro jogador ainda na ativa e dentro de uma das  mais importantes ligas de esporte dos Estados Unidos é claro que sua declaração tem um peso social muito grande.</p>
<div id="attachment_1251" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/Jason-Collins.jpg"><img class="size-full wp-image-1251" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/Jason-Collins.jpg" alt="" width="613" height="920" /></a><p class="wp-caption-text">Jason Collins durante jogo do Washington Wizards contra o Chicago Bulls; pivô se tornou o primeiro jogador da NBA a declarar que é gay.(Tannen Maury-17.abr.2013/Efe)</p></div>
<p>Ele abre caminhos, assim como Daniela Mercury fez aqui no Brasil ao assumir namorar a jornalista Malu Verçosa, para desmistificar e tirar de um gueto distante os homossexuais. É a saída de armário de muitos que faz com que cada vez mais se entenda a homossexualidade com naturalidade. O fato de ter algum amigo ou mesmo parente, isto é, algum gay ou alguma lésbica por perto, fez com que as famílias americanas encarassem o casamento igualitário com menos preconceito e a população dos Estados Unidos em sua maioria apoiassem, <a href="http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/03/26/estados-unidos-realizam-audiencias-sobre-casamento-gay-no-pais.htm" target="_blank"><strong>segundo pesquisas</strong></a> , o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>Isto mostra que a questão sair do armário traz uma questão social importante, mas em seu núcleo a atitude é meramente individual. Daniela Mercury ao declarar seu amor disse: &#8220;Sou apaixonada por Malu, pelo Brasil, pelas liberdades individuais. Eu acho que conquistas a gente não pode esquecer”.</p>
<p>Nesta frase, ela diz o ponto central de assumir sua sexualidade, as tais liberdades individuais. É uma questão do indivíduo, é ele quem deve decidir o momento certo, de abrir aos outros algo que ele é de seu íntimo, que é ligado ao seu desejo e só ao desejo dele e de mais ninguém.</p>
<p>Não existe nada mais desrespeitoso do que forçar alguém a sair do armário. Durante um passado não tão distante, uma parte da militância teve um péssimo hábito, bem mal educado de retirar a força famosos do armário. Nada mais rude.</p>
<p>Com o tempo, percebeu-se a agressão e políticas deste tipo escassearam. E é também com o tempo que assumir ser gay vai cada vez mais estar no seu lugar correto, o das questões individuais.</p>
<p>A 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo traz a questão para ser o tema de seu evento. Com o nome “Para o Armário, Nunca Mais!”, a recolocação da questão no sentido social parece ser algo necessário, urgente. No campo individual, sabemos que quando se faz o chamado “outing”, não tem mais volta, não há como retornar ao armário.  No campo social – onde sair do armário cada vez vai ter menos impacto -, pode ser uma metáfora para políticas conservadoras contra os LGBTs.</p>
<p>Mas será que em tempo de ataques diretos de intolerantes e conservadores, seria tempo de metáforas? Com projetos de “cura gay” na Câmara, uma PLC122/06 – a lei anti-homofobia – tendo pouca visibilidade e tramitando pelo Legislativo,  assassinatos homofóbicos aumentando em escala desproporcional e a questão do casamento igualitário em debate pelo país e pelo mundo, a Parada, ela mesmo acabou metaforicamente entrando no armário e acanhando-se de discutir temas verdadeiramente relevantes hoje para os LGBTs de forma mais direta.</p>
<p><strong>O outro lado</strong></p>
<p>O <strong>Blogay</strong> procurou a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) e perguntou por que a escolha do tema.</p>
<p>“Com o tema do 17º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, a APOGLBT pretende dar uma resposta ao recrudescimento do conservadorismo, observado no atual cenário político do Brasil. Após o reconhecimento da visibilidade e a algumas conquistas, a população LGBT passou a ser abertamente perseguida por setores fundamentalistas e intolerantes que visam tolher a igualdade plena, o respeito às diversidades e a laicidade do Estado. Ao afirmar “Para o armário, nunca mais!”, a Parada convoca os LGBTs para o enfrentamento, diz que a luta pela isonomia de direitos e nega as tentativas retrógradas desses setores em levar @s LGBT de volta para o gueto, a marginalidade e a clandestinidade. A sociedade brasileira já não abre mão da concretização da cidadania, por isso, precisa se manter unida e consciente para que novos avanços sejam garantidos, sem que haja retrocessos”.</p>
<div id="attachment_1252" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/cartaz-parada.jpg"><img class="size-full wp-image-1252" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/05/cartaz-parada.jpg" alt="" width="613" height="848" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz da 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (Divulgação)</p></div>
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		<title>Roupa como divisão de gênero: Estudante cola grau de salto alto na Bahia</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 01:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O papel das roupas, além de cobrir o corpo, é também deixar claro o limite entre gêneros., separar masculino de feminino com bastante precisão. Claro que isto nunca foi algo estanque. Por exemplo, os bravos guerreiros romanos usavam saiote, que <a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/2013/04/27/roupa-como-divisao-de-genero-estudante-cola-grau-de-salto-alto-na-bahia/">Continue lendo →</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O papel das roupas, além de cobrir o corpo, é também deixar claro o limite entre gêneros., separar masculino de feminino com bastante precisão. Claro que isto nunca foi algo estanque. Por exemplo, os bravos guerreiros romanos usavam saiote, que hoje é um elemento ligado à feminilidade. Na corte absolutista de Luis 15, homens se maquiavam e usavam salto alto e isto era o código da época. Hoje, o salto alto comumente pertence às mulheres, mas muito tem se questionado a roupa como divisão de gênero, então por que esta indumentária &#8211; o salto alto &#8211; tão ligada desde o século 19 ao feminino não pode ser usada por pessoas do sexo masculino?</p>
<p>Foi que fez o estudante baiano Manasses Pessoa que em sua colação de grau, na terça-feira , 23, resolveu ir de beca e&#8230; salto alto. Ele se formou em Artes e Gestão Cultural na Universidade Federal da Bahia.</p>
<div id="attachment_1245" class="wp-caption alignnone" style="width: 623px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Manasses-Pessoa.jpg"><img class="size-full wp-image-1245" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/Manasses-Pessoa.jpg" alt="" width="613" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Manasses Pessoa usa salto em sua colação de grau (Reprodução/Facebook)</p></div>
<p>Em seu Facebook, ele explicou o porquê: “Foi assim&#8230; No começo foi tudo como manda o figurino. Entrei de mão dadas com minha madrinha, tirei fotos com amigos e familiares. Quando sentamos, percebemos que estávamos no momento de dizer: ‘Esse é meu momento e eu lutei por isso’. Acho que em meio a tantos brilhantes alunos, existiam várias personalidades artísticas para também ser orador da turma. Mas já que fui eu, então não poderia deixar passar assim tão barato, tão comum e tão tradicional. Alguns espectadores ficaram sem entender, outros acharam que foi um espetáculo artístico, já que a formatura era de Artes, mas o fato é que minha atitude foi uma EXPRESSÃO POLÍTICA, um ato político para dizer que luto por uma minoria que sofre diariamente com a opressão, o desrespeito e a descriminação. Eu colei grau, eu cursei uma universidade, mas poderia estar à margem disso tudo se não tivesse o apoio da família e o respeito e carinho dos amigos. Mas quantos de nós não temos a mesma oportunidade por estar fora dos padrões sociais? Não podemos deixar que uma norma social e religiosa determine o futuro dos outros. Reflitam”.</p>
<p>Na mesma semana, a cantora Celine Dion fez uma revelação no programa de entrevistas Katie Show, da jornalista Katie Couric, na emissora CBS. “Um dos meus filhos, Nelson, que tem dois anos e meio, anda melhor de saltos do que eu. Eu não sei como ele faz isso, mas eu não sou a única na família que ama sapatos&#8221;, disse rindo.</p>
<div id="attachment_1246" class="wp-caption alignnone" style="width: 423px"><a href="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/425986.jpg"><img class="size-full wp-image-1246" src="http://blogay.blogfolha.uol.com.br/files/2013/04/425986.jpg" alt="" width="413" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">Nelson, filho da cantora Celine Dion, usando salto (Reprodução/Vídeo)</p></div>
<p>Sei que para alguns isto é sinal dos fins dos tempos, mas tirando o conservadorismo da frase, é realmente o final de uma era que as roupas ainda precisam indicar se eram pra homem ou para mulher, ela agora é para o indivíduo e sua liberdade de escolha.</p>
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