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A contribuição dos gays, lésbicas e travestis para o mundo

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Blogay é editado pelo jornalista e roteirista Vitor Angelo

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Transgêneros no mercado de trabalho

Por Vitor Angelo

Existem muitas questões e conquistas que travestis e transexuais ainda precisam alcançar e adquirir, mas uma central diz respeito ao trabalho. Sabemos que no nosso mundo capitalista, as minorias conseguiram certo respeito, status e inserção através do poder do capital. Negros americanos endinheirados do rap ou o chamado “pink money” estão aí que provar a tese. Sim, vivemos no mundo que o dinheiro traz “aceitação” e ele se consegue, a princípio, através do trabalho.  Negar trabalho para este segmento é coloca-lo à margem e dificultar sua aceitação social.

Transgêneros geralmente são expulsos cedo de casa e acabam encontrando pouquíssimas oportunidades de trabalho, em geral, relacionadas à prostituição. São raras as exceções que conseguem sair da condição de exercer profissões marginalizadas.  Geralmente, por serem expulsas de casa muito jovens não completam os estudos, tem baixa escolaridade e as oportunidades de emprego são ínfimas. Mas quem se importa?, dirão os fundamentalistas do alto de suas intolerâncias. Pois um grupo de jovens estudantes da Cásper Líbero se importa e, apesar do total desconhecimento inicial sobre o tema, foram a campo para entender e contribuir ao debate sobre o mercado de trabalho, ainda insípido, para travestis e transexuais.

Com o trabalho “Trasposição”, os alunos Amanda Caleffi Secco, Gabriela Nunes de Almeida, Rafael Perecin Foltram e Thais Lee tornaram visíveis as trans que estão no mercado de trabalho para além do chavão da prostituição, empresas que empregam transgêneros e também a transfobia velada e aberta, além de questões como o banheiro a ser usado.

Transposição

È um trabalho importante e interessante, raro no panorama videográfico brasileiro, a começar pela dignidade que eles dão para as e os trans retratados, a câmera nunca é alta ou baixa, está sempre no nível do diálogo, cara a cara, até porque eles querem dialogar com o assunto e não provar uma tese, esta é uma das muitas riquezas do vídeo e um excelente presente para este dia 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade Trans.

Veja o vídeo abaixo:

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