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A contribuição dos gays, lésbicas e travestis para o mundo

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Blogay é editado pelo jornalista e roteirista Vitor Angelo

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Vadias de todo o mundo, uni-vos

Por Vitor Angelo

Neste sábado, 25, diversas cidades no mundo fizeram a chamada Marcha das Vadias.  A passeata surgiu quando um policial em uma palestra sugeriu que as mulheres não deveriam se vestir como vadias se não quisessem ser estupradas. Estava flagrado a vigilância pesada que elas, e por extensão as minorias, ainda sofrem. O medo de expressar afetividade (com direito a beijo na boca) entre pessoas do mesmo sexo em lugares públicos é da mesma ordem da que vigia as roupas que as mulheres devem vestir para estarem “adequadas”.

Marcha das Vadias, em São Paulo (Facebook/Clara Averbuck)

O machismo mata mulheres e LGBTs e já escrevi aqui que a luta contra a cultura machista é tanto das mulheres quanto dos gays. A cultura que crê na superioridade do homem é uma cultura que despreza a igualdade.

Não por acaso tinha muitos homossexuais na marcha e muito héteros que gostariam de se ver livre do machismo, pois ele é também opressor para muitos deles. Nem todos querem ter comportamentos escrotos para ganharem o selo de qualidade do “macho man”. E estavam todos usando saias, maquiados, abraçando suas namoradas, mostrando que é possível ser homem sem ser machista.

Esta dimensão de ter tanto homens héteros como gays em uma marcha feminista mostra esta nova fase que a luta pelos direitos humanos ganha no país. Graças a todo o movimento contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) acusado de racista e homofóbico, ficou evidente que a luta contra o racismo é a mesma que a contra homofobia e a que quer ver o machismo sepultado. Começamos olhar para cadeirantes e pessoas especiais sem termos mais distanciamento, afinal percebemos que para quem está no poder, as minorias são todas vadias. E nós gritamos na rua que sim, com muito orgulho.

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