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Vídeo em que Feliciano critica Igreja Católica prova que esta não é uma briga entre gays e religiosos

Por Vitor Angelo

Atualizada às 22h30

A tática de Marco Feliciano (PSC-SP) e seus seguidores é que toda a movimentação popular contra a sua nomeação para a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias é uma luta entre religião e os homossexuais. Um vídeo que tem circulado recentemente nas redes sociais mostra o pastor detonando a Igreja Católica como “religião morta e fajuta”. Com as imagens, percebemos que é o deputado quem desmonta seu próprio discurso de que as religiões estariam todas de seu lado. Ele mesmo não tem respeito pelas que ele não é lider como podemos ver mpos links abaico

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Deve ser pela falta de respeito com outras religiões que segmentos de várias correntes cristãs condenaram publicamente a nomeação do pastor, deixando bem claro que os protestos e a indignação passavam longe de uma guerra contra os evangélicos e armado pelos homossexuais para derrubá-lo.

“Os necessários avanços dos Direitos Humanos no Brasil poderão acontecer sob a gestão do PSC e, para tanto, nos parece estratégico ouvir o clamor das ruas e dos movimentos sociais com respeito à escolha, pelo partido, de um nome que não traga tamanha carga negativa para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”, diz a carta aberta da Rede Fale, formada por diversas igrejas evangélicas, tradicionais e pentecostais, que militam no campo dos direitos humanos.

O secretário de mobilização da Rede Fale, Caio Marçal, em entrevista ao “Estado de São Paulo”, nesta terça-feira, 12, foi enfático: “O discurso de ódio na boca de quem se diz discípulo de Jesus é anacrônico. A gente entende que as falas do pastor Marco Feliciano não colaboram para um debate respeitoso e qualificado em torno da questão dos Direitos Humanos”.

O pastor negro da Igreja Batista do Parque Doroteia, Marco Davi de Oliveira, foi taxativo em entrevista para o “Diário do Grande ABC”: “Ele não nos representa”.

Evangélica contra Marco Feliciano (Reprodução/Facebook)

Por fim, a Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) formado pelas igrejas Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida fez uma moção neste final de semana de repúdio contra Marco Feliciano.

“Considerando o corolário de nossa missão, à luz dos valores que a inspiram, e as manifestações de diversos segmentos da sociedade brasileira, expressamos nosso repúdio ao processo que levou à escolha do Deputado Marco Feliciano (PSC), o qual, por suas declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias, pelas quais responde a processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Tal comportamento o descredencia para liderar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e propugnamos por seu imediato afastamento”, diz um trecho da moção.

Em todos os textos nas redes sociais que chamam para os protestos contra o pastor segue a seguinte observação: “ O evento não é anti-evangélico. Demonstrações de ódio a religiões não serão toleradas”.

Entretanto, apesar de diversas religiões, incluindo as cristãs, se manifestarem contra Feliciano, o deputado prefere a tática de se fingir perseguido pelos gays e que eles são os responsáveis por toda esta celeuma. A história mostra exemplos péssimos desta tática, os judeus em muitos séculos conheceram bem a fundo este discurso que Feliciano agora quer fazer para os LGBTs.  Escolher um bode expiatório para esconder suas reais intenções.

Apenas um paradoxo, todos que usaram deste recurso de escolher uma minoria como vilã sempre estiveram do lado oposto dos direitos humanos, senhor Marco Feliciano, pense nisto!

Imagem compartilhada nas rede sociais (Reprodução / Twitter Zeca Bral)

P.S.: A imagem acima é uma referância à obra do pintor belga surrealista (como a situação que vivemos hoje) René Magritte, “La Trahison des Images” (A Traição das Imagens). Na pintura tem-se um cachimbo e uma legenda abaixo escrita em francês “isto não é um cachimbo”, isto é, existe uma diferença grande entre representação (a ação de Feliciano responsabilizar apenas os gays pelos protestos e tentar vilanizá-los) e realidade.

“La Trahison des Images”, de René Magritte (Reprodução)

 

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