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24 horas contra a intolerância e a homofobia

Por Vitor Angelo

Os eventos organizados que acontecem na cidade de São Paulo nesta sexta-feira, 23, e sábado, 24, têm sido chamados de 24 horas de manifestações contra a intolerância.

Estava marcado para hoje, um protesto na frente da editora Abril, em sua sede em Pinheiros, contra o texto de J.R. Guzzo na revista Veja sobre a homossexualidade, além de encerrar amanhã o protesto virtual contra o artigo, considerado por militantes como um texto que prega o ódio e a intolerância contra uma minoria.

Ao meio-dia de sábado, começa uma concentração na frente do Teatro Municipal, no centro contra a homofobia. A manifestação é organizada por grupos punks e skinheads que fazem questão e marcar posição e na página convocatória do Facebook escreveram: “Ato em defesa da diversidade e da liberdade sexual e de gênero. Pela CRIMINALIZAÇÃO da homofobia no Bra$il”. Depois, o ato fará uma passeata pelas ruas centrais.

Já às 15h,  uma concentração no Masp, na avenida Paulista , pedirá também que o PLC 122 – o projeto de lei que, entre outras coisas, criminaliza a homofobia – seja aprovado no Legislativo. O ato é um repúdio contra o assassinato do militante Lucas Cardoso Fortuna, 28, encontrado morto na praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco.  A morte do jovem tem sinais ser um crime de ódio, já que ele era abertamente homossexual.

“Pela maneira como o corpo estava, com a figura do rosto comprometida pelas marcas de espancamento, e com o celular e a carteira, nos levam a essa suspeita. Lucas é conhecido nacionalmente e várias pessoas com quem falei por telefone no País acreditam que o crime foi de homofobia”, afirmou o amigo do jovem e também militante, Luciano Freitas.

Os dois atos vespertinos combinam de se encontrar na praça Roosevelt, que se tornou palco de muitas manifestações na cidade ultimamente.

Já à noite, junto com a Vídeo Guerrilha que acontece desde quinta-feira na cidade, um dos artistas da ação, o cadeirante Wilton Azevedo que é poeta multimídia e professor de Semiótica no Mackenzie, fará uma cadeirata, marcado para descer a rua Augusta do trecho da Matias Ayres até a praça Roosevelt.

“Como cadeirante, Azevedo  tem observado que o desrespeito às necessidades especiais a que tem direito (vagas especiais e acessibilidade em geral) tem origem no fato de que algumas pessoas enxergam esses direitos como privilégios. Assim, inicia-se um comportamento fóbico em relação aos portadores de necessidades especiais, que ele batizou com o neologismo cadeirantofobia. [… ] Baseando-se nisso, seu trabalho para a Video Guerrilha desse ano é inspirado no “mundo do cadeirante”: uma colagem de cenas subjetivas/objetivas das dificuldades e barreiras no cotidiano de quem se locomove sobre rodas”,  escreveu uma das divulgadoras do evento Tatiana Bianconcini na convocação do ato.

Neste sentido, os cadeirantes sofrem das mesmas acusações que os homossexuais quando pedem por direitos iguais, a de quererem privilégios.  Exatamente por isto,  militantes homossexuais participarão da cadeirata com faixas pró PLC 122, que também prevê proteção para idosos e portadores de necessidades especiais.

Aproveitando que todos eventos ocorrem na região central da cidade, o Comitê Aliados do Parque Augusta, que há mais de 15 anos pede a preservação da última área verde do centro também estará presente.

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