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A contribuição dos gays, lésbicas e travestis para o mundo

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Blogay é editado pelo jornalista e roteirista Vitor Angelo

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O vogue, Leiomy Mizrahi e a felicidade gay (uma redundância)

Por Vitor Angelo

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Quando a gente assiste a este vídeo acima com um povo em Ohio em um salão de baile, o chamado ballroom,  delirando com a diva do vogue, a transexual Leyomi Mizrahi, só uma palavra vem à cabeça: felicidade. Nada pode ser mais simples que uma passarela, uma turma animada e a dança e também nada pode ser mais feliz.

Se gay – e pensando no termo como algo que abrange homossexuais masculinos, femininos, transgêneros e  bisexuais – significa em inglês feliz, é assim que me identifico com estes rostos variados de Ohio, um lugar tão distante do meu, mas ao mesmo tempo tão próximo da vibração que sinto. Quando todos saúdam aquela que é considerada um dos ícones da dança vogue dramática, Leyomi Mizrahi, nada me parece mais justo e acertado neste mundo.

Leiomy Mizrahi (Reprodução / My Space)

Mizhari é conhecida pelas suas aparições na MTV americana mas, acima de tudo, em Nova York, ela é uma lenda do vogue contemporâneo (a dança popularizada por Madonna, em 1990)

[youtube XxApzF_j-3k nolink]

O vogue, podemos dizer, é o break gay. Com direito a muita fechação, carão, humor, poses inspiradas em capas de revistas de moda, mas movimentos que lembram um breaking mais afetado porém não mais fácil tecnicamente.

Criado por gays negros e latinos nos Estados Unidos, isto é a minoria da minoria,  ele parece ser feito para uma maioria que quer ser feliz, seja fazendo carão, seja gritando quando um passo saiu em ritmo com a poesia do MC ou ainda para bater muito cabelo.

Cata este bate cabelo de Mizrahi!

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