Força na peruca, Demóstenes!

Força na Peruca (Montagem / Zeca Bral)

Sim, este foi o recado que a afilhada do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) enviou para o político antes de saber do resultado de sua cassação que aconteceu nesta quarta-feira, 11, no Senado Federal, em Brasília.

A mensagem completa mandada por celular por Larissa – “Força na peruca. Família unida com o senhor. Lembre-se já venceu, beijos” – deixou todas passadas com a intimidade da moça com o pajubá, linguagem baseada principalmente nas línguas africanas empregadas pelo candomblé e praticada inicialmente pelos travestis e posteriormente estendida a todo universo gay.

Força na peruca é um termo clássico do pajubá e, segundo a “Dicionária Aurélia”, significa “vá em frente! Vai nessa! Se joga!; o mesmo que força no picumã.”

É um recado claro de apoio ao senador que acabou sendo cassado por 56 votos a 19 pelo seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mas também em uma leitura externa, longe da pretensão consciente da afilhada, é uma mensagem cheia de humor (gay?) ao proclamar uma força na peruca de uma pessoa calva.

Quando no começo do ano, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentava costurar um (lamentável) acordo com conservadores e fundamentalistas para que a PLC122 que criminaliza a homofobia fosse aprovada no Senado, o Blogay entrou em contato com o gabinete de Demóstenes Torres.

Ele era uma das figuras centrais que Marta procurou para fechar uma PLC122 cheia de deficiências. Um assessor de nome Nelson atendeu e depois da explicação sobre o que se tratava a ligação, ele simplesmente deu o e-mail errado, era um @folha.com, que de cara percebia-se que não existia. Ao insistir, ele disse que este era o único que o senador acessava. Estava claro que não queria diálogo ou expressar-se sobre o projeto de lei de forma alguma.

Mas da mesma forma que ele desprezou esclarecer sua posição para a comunidade homossexual através deste blog, foi através de um linguajar totalmente gay que ele conseguiu um pouco de afeto durante a sua derrocada. Força na peruca, no picumã e só não roda a baiana porque o senhor é de Goiânia.

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20 comentários feitos no blog

  1. Porquito Cheiroso comentou em 11/07/12 at 22:26

    O gay, um ser humano como outro qualquer, já é protegido pelas leis, como eu sou, como qualquer um é. Criar uma lei para atender aos homossexuais é simplesmente ridículo. Vamos combater a iignorância e a violência com educação !

    • Josemar comentou em 12/07/12 at 7:09

      Engraçado: o negro é um ser humano como outro qualquer e foi criado lei específica para ele. A mulher é um ser humano como outro qualquer e foi criado lei específica para ela. A criança o idoso……… explique isso.

    • Daniel comentou em 12/07/12 at 7:24

      Imbecil. Ignorante. Espero mesmo que você seja vítima de violência homofóbica para saber o que é isto. Com mais algumas como você, a gente não precisa dos bolsonaros da vida.

    • Danilo comentou em 12/07/12 at 19:45

      Melhorar a educação e acabar com a violência são duas ações a longuíssimo prazo. Até lá como fica? Do jeito que está não pode.

  2. pedro comentou em 12/07/12 at 0:45

    Que contribuição à causa gay este tipo de comentário acrescenta? Quem tem este tipo de blog como amigo prescinde de Bolsonaros e congêneres…

  3. rose comentou em 12/07/12 at 1:54

    Se joga pintosa. Se veste de rosa e fica fechosa! (O Azul não caiu bem no ex paladino, mas o rosa..arrazoô) rsrs

  4. Romero de Oliveira comentou em 12/07/12 at 8:35

    Pelo visto a peruca que o Demóstenes usa nas horas vagas(quase todas) não deve ter muita força!!!

  5. Pickachu comentou em 12/07/12 at 8:42

    sambando na cara da sociedade huahahaha…

  6. Rafael Oliveira comentou em 12/07/12 at 8:48

    Simplesmente fantástico saber de detalhes como este que a TV não mostra. É a força da internet!

  7. Carlos comentou em 12/07/12 at 9:41

    Puxa, que pecado: “não quis diálogo”. Quem não quer saber de diálogo e nem respeita a opinião alheia são os militantes gays. Pra que esclarecer a sua opinião se ele será atacado e achacado agressivamente pela militância caso sua opinião seja contrária aos interesses destes? É o que acontece o tempo todo. Ou o sujeito é 100% a favor de tudo o que pensam ou é “preconceituoso”, “homofóbico”, “discriminador”. Quem não quer diálogo é a militância gay.

    • Marcos Paulo comentou em 13/07/12 at 10:30

      Nós gays dialogamos há décadas… pedimos… insistimos… chegamos ao ridiculo de nos adequarmos ao jeito “limpinho” q os discriminadores tanto almejam….antes, lutava-se pelo direito de transar com quantos quisesse, quem quisesse…. agora, lutamos pra poder casar, formar familia, estar num padrãozinho pré-estabelecido…. mas não tem jeito…. o negócio dos fundamentalistas é nos exterminar… nos esconder… nos marginalizar…

      Este é o “diálogo” q vcs querem?? Algum fundamentalista dialogou qd arrancou orelha de pai, qd estourou lampada na cara de gays na Paulista, qd espancou e matou gêmeo q estava de mãos dadas com o irmão???

      Dê graças a Deus que ainda existe um diálogo mínimo pq, do jeito q está, logo isso vai virar uma guerra…. ninguém quer isso, mas uma hora os gays vão se revoltar, assim como fizeram as mulheres e queimaram sutiens… como os negros q pararam de trabalhar…. como os judeus q pararam de emprestar dinheiro…..

  8. Luna comentou em 12/07/12 at 10:08

    Vcs gays são terroristas conseguem ver coisas aonde não existe, estão tão obcecados em conseguir ter mais direitos que os demais que chegam até a fantasiar situações. Força na peruca é um linguajar adolescente e usado geralmente por meninas e mulheres.

    • Danny comentou em 12/07/12 at 21:34

      Inclusive, as meninas e mulheres brasileiras tem esse hábito secular de usar perucas, né?
      A-hã, Claudia, senta ali no canto e fica quietinha, vai!

    • Ernesto comentou em 12/07/12 at 21:40

      Onde foi que essas meninas e essas mulheres aprenderam essa expressão, cara lunática? É incrível como gente triste e inimiga do diferente, como você, se esforça para silenciar da cultura as vozes divergentes. Desejar “Força na peruca!”, descrever alguma coisa como “uó”, qualificar o que quer que seja como um “horrrrorrr!” ou chamar as pessoas de “meu amorrrrr”, com um “r” bem forte, são dizeres que os gays trouxeram para nosso português cotidiano, tornando-o mais interessante, engraçado e expressivo, assim como também o fizeram negros e indígenas em outras frentes. O fato de que tais expressões hoje sejam de uso comum não retira delas a marca de sua origem. Vocês, gente triste e inimiga da liberdade, podem se esforçar ao máximo para apagar nossa marca negativa, constantemente constrangendo o “coro dos conformistas”, mas ela sempre reaparece, mesmo nos lugares mais improváveis. E, neste sentido, o Ângelo foi brilhante ao demonstrar (não se trata de fantasia, como você diz) que, mesmo numa conversa envolvendo um imbecil conservador como este DEMONÓstenes, a nossa contribuição e dá vigor ao discurso.

  9. Ernesto comentou em 12/07/12 at 14:41

    Pra esse DEMONÓstenes, eu só posso dizer: “desaqüenda do meu ilê, cona elzeira!”; traduzindo no bom português da finada Paulette: “xó perereca! Já vai tarde, muito tarde!”

  10. Danny comentou em 12/07/12 at 22:12

    Ok, massa relinchante, considerando que haja algum tipo de favorotismo aos homossexuais com a PLC122 e esta seja reprovada, como ficam as outras questões de Direito Civil, aos quais o favoritismo é, na verdade, heterodominante?

  11. Carl comentou em 12/07/12 at 23:35

    ESSA COCA É FANTA AHUSHUA

  12. Carl comentou em 12/07/12 at 23:37

    GENTE E O RAÍ E O ZECA CAMARGO JUNTOS!! É A FOFOCA DO ANO! ALÔ TEM ALGUÉM AI?

  13. Lucido comentou em 13/07/12 at 12:19

    Nada ha ver.

    É do Zorra Total. Ela só copiou um bordão.

  14. Luciano comentou em 13/07/12 at 19:44

    Quer dizer que os gays querem ter mais direitos do que os “demais”? Vislumbrar andar na rua demonstrando afeto por quem ama como os demais é querer ter mais direitos? Vislumbrar ter direitos civis igualitários é querer ter mais direitos do que os demais? O que os gays buscam é acabar com esse verdadeiro apartheid social que renega milhões de seres humanos à marginalidade e a todo tipo de discriminação apenas por conta da orientação sexual. Terrorista é quem não aceita as diferenças e se posiciona de modo arbitrário para negar direitos aos demais. Todos os grupos que já sofreram e ainda sofrem discriminação, a exemplo de negros e mulheres (como você própria), motivaram a feitura de leis protetivas com o intento de efetivar a igualdade de direitos e oportunidades. O mesmo se busca no caso dos gays.