Muitos gays não têm noção nem o que é homofobia nem o que é a PLC122

Ação na Parada (Reprodução/Instagram)

Um grupo suprapartidário na internet chamado “Ação Pró PLC 122 Contra Homofobia, Pelo Estado Laico, Ensino Laico”, ao qual eu participo,  propôs uma ação na Parada Gay de São Paulo. Faz mais de um ano que o grupo, formado não só por gays, mas por heterossexuais também, se reune, imprime panfletos, adesivos, faixas. Tudo bancado por nós mesmos, no melhor estilo vaquinha, para que um maior número de pessoas possam se informar sobre o chamada PLC 122, o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Resolvemos então que a Parada seria um bom momento para conversar, explicar como estava o projeto de lei neste momento, a importância do combate a homofobia.

Folheto distribuído na Ação na Parada (Reprodução/Instagram)

Leia o folheto clicando aqui.

A ação acabou tendo o apoio do PSTU, Conlutas e Anel, mas fizemos questão que o caráter suprapartidário fosse mantido, que o ato era para discutir com os LGBTs sobre homofobia.

Ação na Parada (Reprodução/Instagram)

Muitos, durante a parada vieram nos perguntar se PLC era um novo partido político. Não tinham ideia que existia um projeto de lei para defendê-los, assim como acreditavam que a homofobia já era crime previsto em lei.

A desinformação era geral a ponto de alguns participantes da Parada não saberem nem o que era homofobia. Não tinham ideia nem do básico: aquela que diz que o homofóbico é aquele que detesta os gays.

Ação na Parada (Reprodução/Instagram)

Mas nem tudo era desconhecimento, muita gente ficou interessada nos folhetos explicativos, tinham vontade de saber o que estava acontecendo. Este é o sinal para que a militância saia de questões ensimesmadas e partidárias e se volte para um trabalho mais consciente, fora do gueto da militância,  sobre como agregar LGBTs e simpatizantes para a importância do PLC122 e do combate da homofobia. Não como um grito de guerra de um partido contra o outro, mas como algo efetivo, para a tal “comunidade gay” e para toda a sociedade.

Ação na Parada (Reprodução/Instagram)

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55 comentários feitos no blog

  1. Zé Du comentou em 21/06/12 at 12:37

    muito bem!

  2. Zé Du comentou em 21/06/12 at 12:43

    e onde estão empresas que faturam milhões com o público gay, como o Mix Brasil, The Week, Abercrombie, só pra citar algumas, que poderiam se juntar pra financiar uma campanha de informação? Será que lhes interessam essa massa colorida, bombada e desinformada? Parece que sim…

  3. Pedro Meireles comentou em 21/06/12 at 12:47

    O texto comprova o que muitos de nós já sabíamos: a maioria dos gays está preocupada apenas com a próxima balada ou com a última “música” da Rihanna, é um bando de alienados deslumbrados, fúteis e ignorantes; enquanto isso o tempo passa e não conquistamos NENHUM direito importante nesse país. Gay brasileiro deveria ter ORGULHO DE QUÊ?!

    • Renard comentou em 22/06/12 at 14:09

      Quando falo esse tipo de coisa muitos gays ficam indignados, irritados etc mas é a mais pura verdade/realidade. Quando não estão preocupados com a próxima balada preocupam-se com os novos perfumes, os lançamentos da grife de roupas X e da Y, se vai sobrar dinheiro do salário para comprar esteróide-anabolizantes, quem saiu na última “CARAS” etc. Não é que tem gay brasileiro que jura que Clarice Lispector é uma estilista de moda londrina?. É para chorar….mas dá para entender o por quê de muitos gays não saberem o que é homofobia, PLC 122 etc. Diga-se também que a maioria dos gays não tem a menor idéia da diferença entre “gozar” e “ejacular”….

      • Danny comentou em 22/06/12 at 22:35

        Ah, Renard, Renard, sempre esse problema com a língua… Ah, se essa língua falasse!

        • Renard comentou em 23/06/12 at 4:51

          Se essa língua falasse você teria um problema seriíssimo.

    • Danny comentou em 22/06/12 at 22:34

      Acho que esse tipo de comentário, além de ser uma generalização total, com certeza é muito leviano. Não são os gays, unicamente, fúteis, ignorantes e mal educados. O povo brasileiro é carente, todo o povo brasileiro. Os políticos nos quais os gays votam são os mesmos canditatos que brigam pelos votos de qualquer outro nixo da sociedade. Todos os brasileiros votam mal. Por isso, sim, quando um gay, do alto do seu pedestal, onde considera estar acima dos outros por dispor de uma capa de invisibilidade e ser capaz de entender só um pouquinho a mais o que se passa ao redor, vomita um monte de coisas injustas ignorando as consequências, não só não é digno de crédito, como acaba descendo ao mesmo nível de seus compatriotas subdesenvolvidos.

      • Renard comentou em 23/06/12 at 4:48

        “Danny”: acabou com a ortografia agora escrevendo “nixo” no lugar de “nicho”, hein?. E vamos lá mais uma vez: “generalizar” pode sempre porque você abre espaço para exceções, já “totalizar” nem sempre. Os verbos são diferentes, caso você ainda não saiba. Quando você diz que “todos os brasileiros votam mal” você totaliza e exclui os que votam de maneira consciente. Você demonstra um certo complexo de inferioridade no que escreve. Já pensou em procurar ajuda?. PS: Não vamos continuar a maltratar tanto a já tão combalida – apesar de linda – Língua Portuguesa, não é?.

        • Danny comentou em 23/06/12 at 20:42

          Ah, Renard, Renard… sabia que eu gosto de caras pentelhos assim como você, que falam, e falam, e falam… dá uma vontade de tascar um beijão e calá-los.

          Eu não tenho essa preocupação obsessiva-compulsiva com a ortografia por dois motivos. O primeiro é querer me comunicar e por estar na internet, e nesta página especificamente em que a comunicação é escrita, permite (ou deveria permitir) maior tolerância com deslizes bobos de digitação. O segundo motivo vem na esteira do primeiro, a língua é um código, um monte de simbolozinhos que a gente traduz e, para isso, o cérebro humano é muito bem treinado. Mesmo que ocorresse uma falha no carregamento desta página que ocultasse uma vogal de cada palavra, ainda assim conseguiríamos traduzir o que está escrito. Ah, mas isso eu acho que você já sabia.

          Quanto a totalizar, não, não me sinto inferior. Normalmente pra conseguir me ofender é preciso que me conheça minimamente, que se descubra os meus pontos fracos, aí sim, se tocar na ferida, vai me fazer chorar, garanto. Totalizo porque devo ter um espírito absolutista, talvez eu queira dominar o mundo, não sei, não me importa. Mas tento sempre me colocar no mesmo bolo, “todos os brasileiros” me inclui também. E é nisso mesmo em que acredito, todos os brasileiros votam mal, todos os brasileiros merecem uma melhor gestão da máquina pública, todos os brasileiros são carentes em algum nível…

          Retomando o primeiro parágrafo: por favor não assuma o que eu escrevi como pessoal, eu também sou bem pentelho, não é? Gosto de conversar e trocar ideias com pessoas como você, inteligentes. Sinceramente, eu me considero um cara bem fácil de se lidar, exceto por aquela questão do “assédio” (que é verdadeiro, rs).

          • Renard comentou em 24/06/12 at 13:08

            “Danny”: para me fazer feliz, ou chorar de alegria, só faltou você escrever que todos os (homens) brasileiros são péssimos para sexo e relacionamento…rs. Hum, “deslizes bobos de digitação”?. Prefiro não comentar…rs. O que você escreveu me deu uma vontade enorme de dar uma aula sobre Linguística, normas culta e popular etc porque há regras para tudo na vida, inclusive para a Língua Portuguesa…rs…e sim, nos até podemos quebrá-las, mas sempre sabendo como….Enfim, deixa para lá. Obrigado pelo “inteligente”: meus vinte e quatro neurônios (gays) e meio (hetero) agradecem…rs. Estou de bom humor hoje, sem vontade de “brigar” com ninguém.

          • Luis comentou em 28/06/12 at 15:00

            Danny, Menos! Muito menos! Ele não é tão inteligente assim, afinal exercer bem a profissão dele é obrigação! É o minimo que se espera de um professor de português… rsss De que adianta isso é não saber regras básicas de educação que deveriam ter sido aprendidas ainda quando criança… De que adianta uma pessoa que domina o português e assassina a o bom senso e a educação básica, que confunde arrogância e prepotência. Digamos que isso não é fineza… hehehe Afinal esse senhor esta muito longe de ser um lord não é mesmo. Esta mais para a criadagem…

        • Luis comentou em 23/06/12 at 21:31

          Qdo não tem argumentos a professora ataca!

          • Renard comentou em 24/06/12 at 12:55

            É para eu realmente comentar isso, Luisinho?…kkkkkkkkkk. Não fique nervoso nem estressado que só fará mal a seu fígado…kkkkkkkk. Adoro essa sua preocupação comigo…rs.

  4. Loner Segundo comentou em 21/06/12 at 12:54

    Agora se os próprio gays mal sabem o que é homofobia, PLC 122 e Estado Laico, imagina ”o povo”?

    E tem gente que realmente acredita que a intenção do Projeto Escola sem Homofobia (que apelidaram pejorativamente de kit gay) das campanhas e da militância é transformar (como se isso fosse possível) heterossexuais em gays. Estão tão somente querendo levar informação a grande massa por que pelo que foi colocado nessa matéria, está precisando e muito!

  5. Murilo comentou em 21/06/12 at 12:58

    Acho que o que falta para a população é entender que a PLC não vai “proteger” os gays no sentido de “se eu apanhar, você tem uma pena maior”. A lei só valerá para a violência SOMENTE FUNDADA em relação a orientação sexual, ou seja, se uma pessoa bater num gay porque ele o xingou, não irá se enquadrar na lei.
    Acho que essa é a ideia que vocês deveriam disseminar para o povo entender e perder esse conceito de “plc 122 é privilégio para gays”

    • Wagner comentou em 21/06/12 at 17:13

      Murilo, existe muita bicha barraqueira que iria amar essa lei para colocar cidadao de bem na cadeia.

      • Renard comentou em 22/06/12 at 13:55

        É verdade mas também já vi muita mulher barraqueira ameaçando companheiro/namorado/marido com a Lei Maria da Penha. Caberia então à Justiça coibir os excessos e julgar de forma o mais correta possível os casos.

    • Danny comentou em 22/06/12 at 22:42

      Se você é motorista, xingar um outro (independente do motivo) e esse outro te responder com três tiros ele é “inocente” e “de bem”, pobrezinho, você o provocou primeiro. É isso que eu entendi? Uma bicha barraqueira tem que apanhar calada? Muito bem! Vocês que não são bichas barraqueiras, pelo contrário, são a nata, a fina flor da sociedade brasileira tem razão.

  6. LC comentou em 21/06/12 at 13:08

    Não sabem o que é, e as vezes até negam a homofobia apesar de vítmas dela.
    Talvez para alguns a homofobia seja algo tão dolorido que tentem suplantar negando.
    Seria interessante esses movimentos porem o dedo em certas feridas tabus : índice de desemprego entre os gays e lésbicas ( muito mais elevado que no geral ).
    Demissões “sem justa causa” entre gays e lésbicas.

  7. djvolp comentou em 21/06/12 at 14:28

    é o dj luiz pareto na foto?

  8. aislan comentou em 21/06/12 at 14:48

    a solução para informação pode ser simples, se cada um (gay ou não) informar seu circulo de amigos sobre o projeto e a luta, em pouco tempo já teriamos uma grande rede ao menos discutindo o assunto e com certeza muitos novos militantes para causa…

    mas concordo zé, cade o empresariado nessa hora?!

  9. J25 comentou em 21/06/12 at 16:46

    Nosso país tá um lixo, começando por brasília, onde buscam interesses q não vão trazer benefício nenhum a sociedade, e sim a uma cambadinha de sem noção q não têm se quer ideal na vida, simplesmente alieanados por idéias tão individualistas e egoísta. Que tipo de exemplo héin…

  10. Carlo comentou em 21/06/12 at 16:56

    Meu caro Vitor !
    Mais do que nunca, blogs como o seu são extremamente importantes para “informar”.
    Os gays, como grande parte de nossa sociedade, refletem o perfil do brasileiro.
    Desinformados, alienados e despolitizados.
    Parabéns e continue fazendo a sua parte.
    Bj grande.

    • Danny comentou em 22/06/12 at 22:47

      Amém, Carlo! Finalmente alguém que enxerga nesta festa de cegos!

  11. Wagner comentou em 21/06/12 at 17:09

    Caro Vitor, qual o motivo para ter mais uma lei sobre homicidio, agressao e etc? Essas leis ja existem para todo cidadao.
    Querer algo especifico ao mundo gay é querer ser uma classe privilegiada.
    E logico, existe um jogo politico enorme nesta questao, alem de muito dinheiro a ONGs que nao fazem nada, e mama no dinheiro publico.

    • Loner Segundo comentou em 21/06/12 at 19:13

      Wagner, seguindo sua lógica para quê ter a lei Maria da Penha se já existe punição para agressão, coação, etc? Ou para que ter lei para os negros se já existe punição para discriminação, injúria, etc?

      Negros e mulheres são uma ”casta privilegiada”? Não, são grupos sociais vulneráveis assim como os homossexuais e por esse motivo, por serem vulneráveis, que merecem uma maior atenção do estado.

      Tem gente que tem preguiça de pensar, isso as vezes irrita.

  12. Francisco Arcanjo comentou em 21/06/12 at 17:37

    I’m too sexy for my love
    too sexy for my love
    Love’s going to leave me

    I’m too sexy for my shirt
    too sexy for my shirt
    So sexy it hurts
    And I’m too sexy for Milan too sexy for Milan
    New York and Japan

  13. Luz comentou em 21/06/12 at 17:37

    Macho-Masculino e Fêmea-Feminino DEUS os fez, no PRINCÍPIO.
    .
    Os retrógrados querem voltar para Sodoma e Gomorra. Meu Deus!

    • Luis comentou em 21/06/12 at 20:21

      E quem fez deus ?

      • Luz comentou em 22/06/12 at 12:57

        Deus é Eterno e Fonte da Criação.

        • Luis comentou em 23/06/12 at 16:45

          “Deus existiu sempre? Que é sempre? Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo? Onde é que estava quando se criou a si próprio? E como é que alguém se cria a si próprio? Do nada, passando do nada ao ser? Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada. Mas se estava contido no nada, então o nada não existia”. José Saramago

    • Renard comentou em 22/06/12 at 13:56

      Que pensamento mais arcaico!.

  14. Mariana comentou em 21/06/12 at 18:18

    Bem, acredito que criminalizar a homofobia é dar murro em ponta de faca. O brasileiro (gay ou não) NÃO está preparado para uma lei como essa. Já existe uma lei criminalizando a agressão física e moral, e ainda assim mais da metade dos crimes denunciados não vão para frente e os que avançam em processo, ficam meses pendentes até juntarem provas, testemunhas, etc, para enfrentar nosso judiciário e suas burocracias.
    Eu sinceramente não entendo o que é criminalizar a homofobia, uma vez que se um cara bate em outro, é agressão, se chinga o outro, é dano moral. Homofobia é como estresse: “coisa do séc XXI”

    • Luis comentou em 22/06/12 at 8:45

      O brasileiro nao esta preparado para essa lei é o mesmo que dizer que o criminoso não esta preparado para ser punido… Ou seja, ridículo! Vc não entende para que essa lei? Mas se um cara te pegar na rua, te estuprar e dizer que vc é a culpada que estava provocando pq estava com um saia curta, te encher de porrada pq mulher gosta de apanhar… Será que vc vai entender …? Mulher machista é foda…

    • Loner Segundo comentou em 22/06/12 at 9:04

      A palavra ”Homofobia” assim como a palavra ”Homossexualidade” de fato são do século XX, mas os comportamentos homofóbicos e a orientação homossexual existem desde sempre.

      Seguindo a lógica do ”judiciário é lento e não pune” então não teriamos quase nenhuma lei. É complicado pensar dessa forma.

      O pessoal esquece que até o Chile, país extremamente atrasado em direitos humanos e que o divórcio só foi reconhecido nos anos 90 já tem uma lei anti-homofobia, e o Brasil ainda n tem. Uruguai, Argentina, Chile, Venezuela, México… são muitos os países latino-americanos que já tem essa lei, por que o Brasil que quer ser o Bambambam do continente tem que ficar atrás?

    • Danny comentou em 22/06/12 at 22:54

      Mariana, vou discordar só do que disse no final. Isso é simplificar demais as coisas! Você começou bem, realmente já existem leis que prevem penas pra quem agride física ou verbalmente, mas essas leis tem brechas. Criminalizar a homofobia é tirar essas brechas, pois se tornarão crimes hediondo, sem possibilidade de fiança, por exemplo. Então, apesar de toda morosidade da justiça brasileira, o tratamento desses casos seria mais duro.

      • Everaldo Silva comentou em 23/06/12 at 10:48

        Que brechas vc diz que são essas: A que o individuo supostamente diz ofendido, por que o outro falou que era pecado , imoralidade, ou que era abominação perante Deus?Vc quer dizer que o individuo, que diz pro outro que segundo a religião cristã de modo geral o homossexualismo é pecado, vc vai me dizer que é ofensa? Pra mim criminalizar a falsa homofobia, esta claramente contra a liberdade de expressão por que ela condena quem tem uma crença ,religião ou ideologia que não concorda com todos os comportamentos e orientações dos seres humanos.dai vc dizer que isso é preconceito vai sim da forma que é ofertada a mesma: Eu posso muito bem chegar num homossexual e posso dizer muito bem que é pecado, que é abominavel perante Deus, que não tem base biblica, biologica, ou racional dele ser homo, sem ser preconceituoso.Dai se vc cria uma lei que diz que qualquer coisa pode virar preconceito é subjetivo.Uma coisa é vc ser ofensivo ou discriminatorio.Outra é vc defender seu ponto de vista .Quer ver: ponho em questão quantos aqui falam que evangelico é ladrão, corruupto, imoral, que são um monte de coisa Pergunto-lhes, isso não e discriminação? Não é caluniâ?? não é ofensa??Pergunta-se quantos processos tem sobre isso na justiça….são raros….Por que em geral, criticar a igreja e os evangelicos, ja virou até coisa normal no cotidiano visto o comportamento de alguns, apesar de não justificar o feito.Agora veja, se eu falar que um homossexual é ladrão, corrupto, que é farsante, que engana as pessoas, certamente vai aparecer uma meia duzia aqui e falar que fui homofobico, preconceituoso e difamadror?? mas por que será que a lei tem que funcionar para o homossexual , mas não pra o evangelico?? Dois pesos duas medidas.Pra mim o Brasil faria uma boa ação se deixasse essa questão de ideologia seja religiosa, homossexual, filosofica e aplicasse de fato a lei…dai não teriamos tais discrepancias….E esse fato de todos os dias os evangelicos, terem ofensas gratuitas não é de hoje, e inclusive tem apoiadores nesse site, que divulgam o odio e a discriminação contra os mesmos….A lei tem que ser aplicada a todos, sem ideologias, sem diferenças, partindo de um conceito igual.Não se pode falar em brechas, quando se há legalidade para ser contra qualuer tipo de orientação, comportamento, ideologia ou fatos…A falacia homossexual cai, quando vemos que nem todos os casos são de fato homofobia, quando não são casos entre os mesmos.Se a lei atual fosse aplicada, o pais seria otimo!!!

        • Danny comentou em 23/06/12 at 22:14

          Você, como tantos, deliberadamente ignora o projeto de criminalização da homofobia. Desculpa apagar seu conto de fadas, mas ninguém está preocupado com ofensas verbais. Todo mundo sofre ofensas verbais. Se é gordo, feio, fala com sotaque, se é preto, se é pobre… enfim, todos tem que engolir sapos. Faz parte da nossa dieta como indivíduos participantes de uma sociedade em que se tem liberdade de expressão.

          Crime, é agressão, assassinato, estupro. Com o agravante de ser motivados pela opção sexual das vítimas.

          Antes de gastar tampo tempo escrevendo em uma página direcionada ao público gay, pense nas palavras de Cristo depois de acabar com uma feira em frente de um templo. Disse Jesus: a Deus o que é de Deus, a César o que é de César. Ou seja, a lei de Deus é uma, a lei dos homens é outra. Nada mais, nada menos que um Estado laico.

  15. zeninguém comentou em 21/06/12 at 19:39

    Qual vida vale mais? A de um gay ou a de um menininho pretinho favelado carioca que leva três tiros de fuzil por ser um menininho pretinho favelado carioca?
    Qual honra vale mais? A de uma bicha que fala como bicha, que fala que é bicha, que fala que tem orgulho de ser bicha e é chamado de bicha pela torcida adversária ou a da senhora que trabalha na fábrica de lingerie e é obrigada todo dia a abrir a bolsa na frente de um brutamontes para provar que não está roubando? Para mim a vida de ambos vale a mesma coisa e a honra de ambos vale a mesma coisa. Por que quem mata ou ofende um gay deve receber pena maior? Isto, sim, é preconceito!

    • Luis comentou em 22/06/12 at 8:46

      Falácia !

    • Loner Segundo comentou em 22/06/12 at 9:11

      Nenhuma vida vale mais, entretanto existem grupos que são alvos de discriminação e violência e a pena maior serve como desistimulo para que esse grupo continuem a ser o alvo. Inclusive nesse seu exemplo, os personagens fazem parte de grupos que tem ”privilégios” previstos em lei. Uma injuria racista dá mais anos de cadeia que de uma simples injúria, o espancamento de uma mulher gera mais punições ao agressor que um espancamento qualquer, existem as leis do Racismo e Maria da Penha que tem penas maiores e punições mais rígidas para quem comete crimes contra mulheres e negros. Isso não significa que a vida deles valem mais do que a vida de homens e brancos, ou que a honra deles valha mais que a honra dos outros, mas é uma forma de fazer com que esses grupos, que passaram anos a fio sendo subjulgados, humilhados, destratados e agredidos, tenham essa proteção a mais, como tentativa de inibir que eles continuem sofrendo dessa forma.

      • Mirella comentou em 22/06/12 at 10:57

        Loner, submeti meu comentário antes de aparecer o seu, mas falamos a mesma coisa usando os mesmos exemplos hahahaa.

    • Mirella comentou em 22/06/12 at 10:56

      Prezado “zéninguém”,

      A Lei tem como objetivo punir quem comete crimes/discriminação tendo motivação a orientação sexual do outro.

      É a mesma coisa que matar o “menino pretinho” PORQUE ele é pretinho. Matá-lo é crime, matá-lo por ser pretinho tem agravante.

      Revistar a senhora que trabalha não é crime, é constrangedor. Entretanto, se SOMENTE aquela senhora for obrigada a passar pela revista, há discriminação – pode ser pela classe social, pode ser por cor da pele, orientação sexual ou ainda por um critério totalmente arbitrário.

      Lei que pune racismo e a Lei Maria da Penha são dispositivos que punem crimes de ódio.

      Homossexuais são privados, atualmente, de seu direito à vida simplesmente por serem homossexuais.

      Não é um caso de latrocínio ou de tráfico de drogas ou episódios da violência epidêmica brasileira.

      Tais dispositivos legais existem porque pessoas agem motivadas somente pelo preconceito para cometer crimes.

      As motivações que levam ao crime são fundamentais para que a pena aplicada a eles seja proporcional, compreende? Um juiz não pode julgar um ladrão, um sequestrador, da mesma forma que um racista, um homofóbico.

      Em tempo: não são somente homossexuais a serem protegidos pela lei. Lembra-se do pai que teve a orelha arrancada ao ser espancado porque estava abraçado com o filho e homofóbicos pensaram que era um casal? Então, aquela agressão seria enquadrada nesta lei, e a vítima foi um heterossexual vítima de homofobia.

  16. Janer de Carvalho comentou em 21/06/12 at 19:39

    O Brasil é homofóbico ? Tem certeza ?

    http://www.youtube.com/watch?v=V-Wb8mJb0lg&feature=plcp

  17. zeninguém comentou em 21/06/12 at 19:41

    Ah, e por favor, os gays mais exaltadinhos aí, não vale dizer que eu sou gay enrustido, ok? Pra começar, isto não me ofende. Pra terminar, esta já está velha.

    • Danny comentou em 22/06/12 at 22:59

      Não, enrustido não; só desocupado…

      • zeninguém comentou em 23/06/12 at 12:56

        Lênin já dizia: “se você não tem argumentos, desqualifique seu interlocutor.”

        Sem argumento, biba? Me chamar de “desocupado” não me ofende, mesmo porque trabalho 14 horas por dia para dar empregos e produzir riquezas. E você?

        • Danny comentou em 23/06/12 at 22:37

          Coisa feia, usar a internet no trabalho pra vir aqui comentar no blog do Vitor. Isso que eu quis dizer, que você não tinha nada melhor a fazer que vir aqui choramingar. Uma pobre vítima do capitalismo que cita Lênin, como você, deveria buscar outras causas.

  18. Vicente Aurtenetxe Gurpegi comentou em 21/06/12 at 19:52

    Isso me fez reviver um texto que estudei no primeiro ano acadêmico, escrito pelo palestino Yigael Gluckstein, mais conhecido por Ton Cliffy, em 1978 na Socialist Worker. Vou tentar deixar de lado, as idéias e teses socialistas defendidas por ele, até pelo caráter apartidário dado pelo post.

    “Em uma sociedade atravessada pela existência de classes, há opressores e oprimidos em todas as esferas da vida. O patrão oprime o trabalhador. O homem oprime a mulher. Brancos oprimem negros. Os mais velhos oprimem os jovens. Heterossexuais oprimem homossexuais. Aqui, eu completo que homossexuais “másculos” oprimem homossexuais “afeminados” e, gays ativos, submetem os passivos a um valor inferior. “.

    Cliffy enumera que, numa nova “sociedade”, a participação de negros, mulheres e gays nesta nova ordem, teria que ser condicionada a algumas restrições. Podem participar, mas fiquem no final da fila, no canto da sala, façam o possível para serem invisíveis.

    Aqui, intervenho mais uma vez para elucidar a situação mais que atual da cidade russa de São Petersburgo e sua lista interminável de restrições aos grupos GLBTT; acrescente-se a isso, a degradação da mulher russa, seja ela autóctone, naturalizada ou estrangeira, onde estatisticas alarmantes dão conta dos excessos de uma sociedade totalmente machista pára com o sexo feminino e, claro, a onda xenófoba contra negros no país, de grande proporção. Famosos os casos dos jogadores Emmanuel Emenike, nigeriano que joga pelo Spartak Moscou e que, ao comemorar um gol contra o Zenit de São Petersburgo, bateu no seu braço mostrando a cor de sua pele por já estar farto das vaias e sons de macacos que eclodiam das arquibancadas do estádio do Zenit, além das bolas de neve arremessadas contra ele minutos antes da comemoração, vista como polêmica e tendenciosa por autoridades russas, que preferem ignorar o assunto. O resultado disso, foi a expulsão de Emenike pelo juiz daquela partida. E ainda, Peter Odemwingie, nascido em Tashkent, capital do Uzbequistão, tendo como pai, um nigeriano e, mãe, uma uzbeque, de nome Raisa (mais russo, impossível). Dono de 3 passaportes: russo, uzbeque e nigeriano, encarou uma situação igual ou até pior do que Emenike. Sendo jogador do Lokomotiv Moscou, Odemwingie foi vendido ao West Bronwich da Inglaterra. A torcida que nunca teve simpatia pelo jogador, mostrou uma faixa em seu estádio “agradecendo” o clube inglês por ter levado embora Odemwingie. Detalhe é que no meio da frase, havia o desenho de uma banana, possivelmente o alimento preferido do nigeriano, então um macaco, para os torcedores do Lokomotiv.

    Outro ponto importante do texto de Cliffy:
    “As regras do sistema foram feitas para nos dividir. Isto significa que a identificação entre os vários grupos oprimidos não acontece de forma natural. Os racistas mais fanáticos dos Estados do Sul da América são os brancos pobres – e não os brancos ricos.
    Da mesma forma, negros não apóiam automaticamente as mulheres e estas não apóiam automaticamente os negros. Os gays também não serão automaticamente apoiados por outros grupos oprimidos.
    Os nazistas enviaram milhares de gays para campos de concentração. No Chile, gays foram castrados e deixados sangrando na rua. Mesmo assim, não é verdade que os gays sejam naturalmente antifascistas.
    Dezenas de milhares de gays apoiaram Hitler. Muitos faziam parte de suas tropas de apoiadores. Depois que Hitler assumiu o poder, ele se voltou contra os gays e os abateu na chamada “noite das longas facas”.
    Como podemos explicar que gays tenham se unido a nazistas?
    Se você é um gay oprimido e ganha uma jaqueta e botas de couro, isso pode ter dar, pela primeira vez, uma sensação de poder. Tornar mais fácil descontar as humilhações que sofreu em judeus, mulheres e qualquer outra pessoa.”

    Aqui, trago três situaçôes ocorridas na Europa, distintas porém, unidas em vários aspectos que envolvem os gays, de forma direta.
    A primeira, envolve o crescimento do FPÖ (Partido Libertário da Áustria-Freiheitliche Partei Österreichs), partido de extrema-direita, que desponta como alternativa na Áustria, pregando políticas de intolerância contra a imigração de negros, eslavos do leste europeu e islâmicos. Seu líder era o carismático Jorg Haider, extremamente talentoso na oratória (recurso utilizado a exaustão pela extrema-direita, formar homens que dominem a oratória, isso, infelizmente é fato). Em evidência, não tarda para Haider ingressar de vez como um dos personagens da política austríaca. O que ele, Haider, tem a ver com gays e porque, não mencionamos homossexuais até agora neste tema? Simples, Haider era um de nós. Ele tinha saido das fileiras do FPO e, fundado um novo partido, o BZO (Aliança para o Futuro da Áustria-Bündnis Zukunft Österreich) quando morre, vitimado por um acidente automobilistico. Stefen Petzner, 27 anos, quando da morte, é alçado a líder da legenda, tão extremista quanto o pessoal do FPO. Em entrevista dada a uma rádio, Petzner declara que foi amante de Haider, sendo ele o homem da sua vida. Algo muito maior do que a amizade que a sociedade austríaca, imaginava existir entre os dois. A morte de Haider foi derivada do consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, sendo assim, dois mitos em torno de sua pessoa, ruíram com a entrevista de Petzner. Haider não era o exemplar homem de família e consumia bebidas de forma nada moderada. Rumores dão conta de que Petzner havia discutido com Haider por, supostamente, tê-lo visto acompanhado por um jovem desconhecido numa festa de celebridades num bar gay em Klagenfurt. Convém ressaltar que Klagenfurt é a capital do estado da Caríntia, governado por Haider e, com forte presença de imigrantes originários da ex-Iugoslávia – quase 15% da população total do estado, são eslovenos, croatas, sérvios, bósnios. Jorg Haider, apesar de associado à extrema-direita da Áustria, nunca negou ou confirmou os rumores relativos às sua sexualidade. Por outro lado, Haider era conhecido por “rodear-se” de rapazes elegantes e fisicamente atrativos aquando das suas ações políticas, fato que causou controvérsia tendo em conta o movimento ideológico do partido. Muitos destes rapazes, visivelmente, os tais “imigrantes” que Haider descartava em sua oratória. Ou seja, a situação perfeita descrita por Cliffy em 1978, quando ele relembra gays no nazismo exalando masculinidade e, ora servindo como opressores, ora como submissos.

    Não vou alongar nos outros dois exemplos, cito que na Holanda, algo parecido aconteceu com o líder da extrema-direita, Pim Fortuyn. Dono de um discurso anti-imigração e de forte combate ao crescimento islâmico no país, Fortuyn também era gay. Mostrava uma exuberante careca (skinhead), extremamente elegante e simpático. Volkert van der Graaf (de ideologia esquerdista e ligado aos verdes da Holanda) é o assassino confesso de Fortuyn. O outro, surge na Hungria. Mas aqui, é o revisionismo na História. Vários gays neonazistas proliferam por Budapeste pregando a deportação de ciganos para campos de concentração. A Hungria quer a todo custo, apagar seu passado comunista, que começa, de fato, em 1945, após a II Guerra. A URSS, para os húngaros, nada tem de libertadora, quando invade o país ocupado pelo III Reich. Tanto é que a resistência nazista, composta por mais de 100 mil teuto-húngaros, no famoso Cerco de Budapeste (a capital magiar acabou por cair nas mãos do Exército Vermelho), é aplaudida e reverenciada. Pratica-se o populismo nacionalista, elegendo novos inimigos do povo magiar, os “preguiçosos” ciganos. Embora Belarus seja a única ditadura ativa na Europa, é na Hungria que o extremismo dos partidários de Viktor Orbán, primeiro-ministro, cresce de forma avassaladora. E os gays neonazistas são um importante filão para Orbán, que junto com outros membros do Fidesz (União Cívica Húngara-Magyar Polgári Szövetség), ignoram o problema, preferindo atacar outros elementos mais vulneráveis do setor GLBTT na Hungria.

    Termino, lançando alguns pormenores do mesmo Cliffy:
    “E é por isso que é tão importante para os gays organizar manifestações e campanhas. Para se sentirem capazes de se identificar orgulhosamente como gays. Temos que lutar conscientemente pela unidade, numa sociedade que visa exclusivamente, a divisão. Enquanto explorados e oprimidos, formamos um corpo só. Mas apenas quando lutamos juntos.”

    Redigido em 1978 o texto é indiscutivelmente, atemporal.

    • Danny comentou em 22/06/12 at 23:45

      Nossa, quanta coisa, me fez pensar… Adorei!

      Acho que o mais contundente é a última citação “mas apenas quando lutamos juntos”, rs.

      Os textos me fizeram refletir em quais situações um gay seria admitido, como aqueles da Áustria e da Holanda. Eles são brancos, nativos de seus países, de extrema-direita. Eu realmente não acredito que cidadãos do mais alto nível hierárquico, über humanos, fossem tolhidos de seus direitos individuais mesmo admitindo a quem quisesse ouvir “gosto de garotos”. Simplesmente, eles cumprem seu papel na sociedade, atendem às expectativas de seus partidos, enfim, eles cumprem um série de requisitos que lhes dá direito de disporem de suas vidas pessoais sem maiores interferências. É só o que posso concluir.

      O que nos deixa com o problema apontado na primeira citação, e acredito se encaixa perfeitamente no caso brasileiro atual. Bichinhas ralés apoiando o nazismo. Isso me lembra um diagnóstico da sociedade feito pela polêmica Luana Piovani há alguns anos atrás, a síndrome do pequeno poder. Todos nós sucumbimos (ou tendemos a sucumbir) à tentação de descontar nos outros, quando existe uma chance, e sempre olharemos cegamente para nosso próprio umbigo. Depois podemos até nos arrepender, nos dar conta do exageiro, mas na hora, o impulso será inevitável. Ninguém quer ser o último da fila!

  19. Ernesto comentou em 22/06/12 at 18:06

    Vicente,
    o seu texto é um pouco longo para uma resposta ao artigo do Ângelo (bem mais longo do que o artigo, risos), mas, mesmo assim, acho que valeu a pena pelas citações que você faz. Como dizia Guy Debord, a Sociedade do Espetáculo tem na divisão o pressuposto de sua dominação.

    Concordo plenamente com o que você diz: o movimento LGBT precisa trabalhar para criar uma agenda em comum com todos os grupos oprimidos (trabalhadores, mulheres, negros, indígenas, etc.). Não dá para arrebitarmos o nariz e dizer “cuido do meu e o resto que se vire”!

  20. GAYZINHO BABADO comentou em 22/06/12 at 18:28

    Mônica Bergamo:

    Paris Hilton, que vem a SP, diz que mal pode esperar para ver Teló kkkkkkkkkkkk
    O mundo tá dureza!

    • Renard comentou em 25/06/12 at 10:19

      Dramática Babadesca: o mundo tá dureza absoluta após a Val Marchiori dizer que é muito mais e melhor que a Paris Hilton.

  21. Luciano comentou em 22/06/12 at 19:29

    Nós temos que nos mobilizar para fazer as pessoas entenderem que a lei de criminalização da homofobia não visa a criar um grupo de privilegiados, mas sim a proteger um grupo de pessoas que, pelo contrário, são perseguidas, agredidas e violadas em sua dignidade apenas por serem quem são. E muito provavelmente a violência mais abjeta possível de ser cometida é aquela voltada contra outro ser humano por conta de um aspecto existencial, algo atrelado a quem a vítima é. Ninguém quer negar a gravidade de uma pessoa vítima da violência por razões patrimoniais, por exemplo, mas a violência praticada contra outro ser humano por conta de algo existencial, como a homofobia ou o racismo, é atentatório à dignidade, algo que remete ao nazismo. Por isso, tem que ser combatido de todas as formas, por isso torna-se necessária uma lei que resguarde essas pessoas vítimas de crimes de ódio e intolerância. E não se diga que isso violaria a igualdade de todos perante a lei, pois o princípio da igualdade não significa pura e simplesmente tratar a todos de modo igual, mas sim tratar os iguais de modo igual e os desiguais de modo desigual na medida de sua desigualdade. Significa, como no caso da violência contra a mulher ou contra o negro, em que surgiram leis específicas de proteção, um aspecto pedagógico e repressivo (se for o caso) para resguardar a dignidade das pessoas vítimas de violência e humilhação por serem que elas são.