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O amor não tem orientação sexual

Por Vitor Angelo

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Este curta acima, “Thirteen and so Minutes” (“Treze Minutos ou Perto Disso”) dirigido por Branden Blinn, em 2010, tem em imagens um pouco dos princípios deste blog: que sim, as orientações sexuais existem e devem ser respeitadas, mas acima de tudo há o amor e este não conhece estas divisões.

Muito das nossas repressões – héteros, bissexuais ou gays – acontecem por aprisionarmos o que tem de engrandecedor em nós mesmos: a capacidade de sermos livres.

Sermos livres das fronteiras das orientações sexuais, de gênero e até do desejo construído. Da mesma forma que é possível que dois caras de orientação heterossexual possam sentir desejo um pelo outro (dentro de um caso específico), o mesmo pode acontecer inversamente.

Eu mesmo sou vítima daquilo que recrimino e que contesto agora, porque eu quero ser feliz em um certo futuro. Já definida a minha orientação sexual, considerando-me homossexual,  apaixonei-me perdidamente por uma garota e não soube lidar com o fato. O resultado é que reagi de forma confusa e equivocada e não vivenciei este amor em sua plenitude.

Muito diferente dos nefastos tratamentos de conversão de gays em héteros propostos por religiosos e psicólogos de formação dúbia, isto não tinha nada a ver com minha orientação sexual. Hoje sei que poderia amá-la (como já vi acontecer com alguns gays) e era independente da minha atração por homens que continuava a sentir, mas no fundo tinha amor era por alguém que não estava dentro da minha caixinha das sexualidades. Esta mulher e seu encanto fizeram com que esta fronteira fosse quebrada. As orientações sexuais estão no campo do desejo, o amor é outra coisa.

Conto esta história pessoal menos como uma forma narcisista e sim como uma correlação ao vídeo acima. Quem sabe no futuro, estes rótulos tenham cada vez menos importância e o amor, acima ou ao lado do desejo – se imponha sempre.

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