Mademoiselle é a primeira rapper travesti do Brasil

A rapper Mademoiselle (Divulgação)

Quando o rap nasceu, nas profundidades do Bronx, já surgia ali dois elementos que parecem estar em sua essência: a diversidade e a contestação. Estavam ali, no “Planet Rock”, o globo terrestre musical que poderia unir os alemães do Kraftwerk com jamaicanos como Kool Herc e seus sound systems. Do que era diverso, saiu toda uma poética de protesto e uma ação afirmativa ao retratar a vida de uma minoria que, mesmo depois de mais de um século de abolição, ainda vivia em condições quase escravas.

O rap une periferias do mundo e é a música que rima com excluídos. Então não seria estranho outras minorias excluídas sentirem-se atraídas por esta forma de poesia e ritmo. É por esta e outras razões que Mademoiselle Lulu Mon’Amour, de Goiânia, é a primeira rapper travesti do Brasil.

Claro que, assim como o rap é uma espécie de documentário musical de uma certa realidade, a vivência de Mademoiselle como travesti não poderia estar de fora de suas composições. Temas como a homofobia e o preconceito fazem parte de sua “diss” (canção de insatisfação).

“O movimento [hip hop] ainda carrega o machismo e os rappers ainda são sim muito machistas. Acho lastimável!” diz ela em sua página do Soundcloud. “Se para as mulheres em cena no movimento já era difícil serem ouvidas pra mim é apenas uma etapa a ser vencida! Meu som é pra todas as manas, mulheres guerreiras e batalhadoras, gays, lésbicas ou qualquer pessoa que já sentiu desconforto, desprezo ou humilhação com qualquer preconceito seja de teor racial ou sexual imposto pela sociedade.”

Solta a poesia, Mademoiselle!

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10 comentários feitos no blog

  1. Xux comentou em 03/05/12 at 19:22

    Não, né?
    http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1216801-7085,00-TRAVESTI+FAZ+SUCESSO+COM+RAP+DA+PANTERA+CORDEROSA.html

  2. Ernesto comentou em 03/05/12 at 20:21

    “Mademoiselle, que vous êtes belle!” Adorei. Embora meus ouvidos não estejam acostumados ao rap, não posso deixar de reconhecer a força deste ritmo; a violência formalizada na letra em forma de protesto e na música que distribui uma pancada depois da outra deve ser proporcional ao nível de violência que as travestis sofrem. Que bom que Mademoiselle as está ajudando a encontrar uma voz.

  3. Franco comentou em 04/05/12 at 18:36

    hj em dia qq uma se intitula travesti =/

  4. PICA-FLOR comentou em 05/05/12 at 21:53

    Essa me dá medo!!!!!Édesse planeta mesmo?

  5. PICA-FLOR comentou em 05/05/12 at 21:57

    Nossa!! essa é da treva,agora me deu medo!!!!!!

  6. Virna comentou em 09/05/12 at 7:19

    Desinformação é um erro gravíssimo. Ela não é a PRIMEIRA rap do Brasil. Pesquise melhor antes de escrever algo, ok? COisa feia…

    • Lana comentou em 14/05/12 at 12:35

      ela é sim a primeira rapper gay brasileira. pq se o rap q a tal Xuxuh pantera faz for rap nossa prefiro nem saber o que é rapper gay, pq aquela la né nao agora a Mademoiselle sim É RAP DE QUALIDADE.

  7. Marcela (Cherri) comentou em 14/05/12 at 13:18

    Nossa rainha do rap é a melhor pra expor as verdades. Amooo amooo. VGMA!

  8. Charles Brito comentou em 14/05/12 at 19:54

    Rap do Bom.
    Preconceito é coisa de gente burra e o Brasil ja está cheio d+ desse tipo de gente!
    Quem é da cena e curti rap, sabe que o som é bom e de qualidade!
    pirei.
    E ela é a primeira “RAPER” travesti do brasil!
    (ao menos tecnicamente)

  9. magnoel comentou em 15/05/12 at 9:44

    e desde quando xuxu rima? o rap q xuxu diz faze nem rap e. mademoiselle rima bem melhor canta melhor e bem mais bonita e tem bem mais presença.
    salve MADEMOISELLE a verdadera rainha do rap nacional.