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Casal gay presta depoimento sobre agressão homofóbica em Salvador

Por Vitor Angelo
Vítima de agressão homofóbica em Salvador (Arquivo Pessoal)

O que era felicidade se tornou brutalidade. O que era abraço se transformou em tortura. Um jovem casal gay foi espancado em Salvador na noite de sábado, 10. Eles prestam depoimento nesta terça-feira, 13, na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves).

Porém, Thyago Souza, 24, contou o ocorrido nas redes sociais neste final de semana. “Ontem à noite, eu e meu amor passamos por momentos terríveis de medo, pavor e desespero. Fomos perseguidos e espancados na estação Pirajá. Meu amor teve a cabeça aberta por um objeto que eles o acertaram com tamanha brutalidade. Todos estavam com facas”, escreveu no Facebook.

Segundo ele, os dois estavam voltando de um festa no Rio Vermelho e ao descerem na estação Pirajá, Thyago encostou a cabeça no ombro do namorado. Bastou isso para uma gangue armada com pedaços de madeira e faca aparecesse gritando: “Bate nesses viadinhos. Bate nesses gays mauricinhos”.  Seu namorado levou 10 pontos na cabeça.

O delegado Guilherme Machado é o responsável pelas investigações. O casal passou por três delegacias de Salvador, nos bairros de Cajazeiras, São Caetano e Pau da Lima, mas só consegui fazer o B.O. na de Tancredo Neves.

Além da negligência das delegacias, o boletim de ocorrência registra lesão corporal, segundo informações da unidade policial. Oras, se a gangue estava armada com faca não pode ser só esse o delito, não?

Com o desdém por parte de algumas autoridades, entrou no jogo o componente família e medo, totalmente compreensíveis e que devem ser respeitados. Thyago escreveu: “Atenção, infelizmente não iremos mais expor o ocorrido em rede nacional. Sem o apoio da família não podemos. Iríamos fazer gravações inclusive para o Jornal Nacional e diversos outros jornais. Mas a família não apoia a nossa briga. Agradeço ao apoio de todos e todas as mídias que estão nos ligando e cedendo espaços em todos os jornais. Faremos o que tiver ao nosso alcance respeitando a vontade de nossas mães”.

Percebemos nesse episódio como a violência contra os homossexuais além de físico, passa por um estágio psicológico bem pesado.

***

O casal se abraça antes da tortura (Arquivo Pessoal)

Thyago descreveu assim essa foto: “Momentos antes do espancamento ocorrido na estação Pirajá por ato de homofobia. Estávamos taã felizes mas não imaginaríamos que horas depois iriamos ser brutamente espancado e agredidos por pessoas que não tem amor e que acham que gays devem ser banidos da sociedade. Aí pergunto: quem deve ser banido da sociedade, esse lindo casal ou os monstros que realizaram o brutal espancamento?”

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